sexta-feira, 19 de setembro de 2008

To Leno u Dissionário




Ola, primeiramente aboleto-me na idéia-fixa, como assim dizia Brás Cubas, de que os seres vivem a prostrar-se sobre seus apoiadores de óculos. Egoísmo pérfido, cheio de perjúrio maléfico, assim se preenche a massa encefálica “abstrata” não vista a olho cego por trás da crosta esquelética acima da Espinha Vertebral. Parvos são todos aqueles que elocubram, como fantoches, que são honestos e bons samaritanos, enquanto correm como caninos atrás da disseminação do “Eu”. Sinto-me execrável fazendo parte do bolo fecal que compõe boa parte da humanidade. Como sendo inalcançável mitigar coisas tão esdrúxulas, padeço todos os dias tentando aclimar-me com tudo isso.
E o que dizer então da Poesia? Pobre dos póstumos escritores, que tem suas esplendorosas obras sendo analisadas e dissecadas sem serem sentidas, ou compreendidas. Doces rimas e idéias estão sendo defenestradas. Congratulações e silvos as poucas abelhas que não se saciam em um breve poema. Como já dizia Mario Quintana “A poesia não se entrega a quem a define”, ou o clamor de outro poema que bradava; “(...)Não me corte em fatias/ Ninguém consegue abraçar um pedaço (...). E toda mixórdia afim de que? “Nada”, diria um niilista e uma mente pensadora.
Por onde caminham os C.S Lewis’s, os Drummond’s, os Quintanas’s, os Diógenes’s, os Diderot’s, os Kant’s da modernidade? Trancafiados pois, em salas de vontades de liberdade, porem, sem chave para livrá-los.
Para findar meu lamurio que me causa achaque, digo pois que há uma parecença entre todos, uma idiossincrasia imutável; todos, sem exclusões, somos vitimas da oligofrenia intelectual. Esta pois que, não afrouxa o cabresto e nos guia para a falsa felicidade, para ilusão, para o sonho imputado, premeditado, sonho achavascado.

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