sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Róuvos...

De volta ao mundo dos Róuvos não sinto nada de incomum, somente o céu, agora avermelhado. O rio cristalino corre, não com águas mas com pequenos cacos de vidros pontiagudos e bem moídos. Sinto uma ventania forte, meus olhos mal se abrem, meus cabelos se esvoaçam sem direção. Nao consigo me mover para lugar algum pois a ventania me segura com ignorância. De estreito olhar vejo tudo parado. As folhas das arvores não balançam, as nuvens não andam. Nada parece sentir a tempestade. Grito loucamente em meio ao campo para buscar respostas. "Donde vem maldito vento!". Um breve silencio e a resposta: "O mundo não ventas, tu que esta tempestuoso. Bebas do rio da Verdade, engasgue-se com suas águas e engula rasgado tudo que não queres ouvir!".
A ruiva ainda permanece, no monte, ao horizonte. E eu, em meio aos Róuvos.

CALABOCA

Eu conheço todos os seus blefes. Mas pago porque gosto de te ver ganhar. Salta de gata no meu colo Mas eu sei que só quer me arra...