terça-feira, 30 de setembro de 2008

deus


Pobre dos homens
Tendem a buscar deus,
Assim mesmo, bem pequenininho,
Com ‘d’ de deusinho.
Quem dera conhecessem Deus
Com ‘D’ imponente
Um ‘D’ bem valente
Que mitiga o necessitado.

Mas não.
Só vêem o ‘d’
‘d’ de dor, desamor.
‘d’ de “desgraçados dos homens”
‘d’ de desordem total,
De desilusão, ‘d’ de destruição.

Quando será que vão
Aprender,
E entender, que Deus,
Assim bem grande,
Não é ilusão.
Que só é bem pouquinho
Porque insistimos e confundi-lo
Com ‘d’,
De deusinho.

Religiao...

Se o assunto é vida depois da morte, é um assunto muito importante. Porque? Simples. Se você acredita que a vida não acaba aqui, vai cuidar para ter uma vida melhor do outro lado, depois da morte. Logo é preciso achar um caminho, um meio, uma direção que te mostre o lugar e como chegar lá. Provavelmente as religiões servem para isso. Para dar instrução aos perdidos de como chegar à plenitude, a Deus, ao paraíso, ao nirvana. Se você esta em uma, é porque tem uma certa preocupação de como vai ficar sua vida depois da vida, nem que seja uma preocupação bem pequena. Isso é natural de qualquer pessoa que se aboleta em uma determinada religião, garantir seu futuro depois da morte. Mas há um pequeno problema, é onde a coisa fica confusa. Existem varias religiões, varias instruções de como chegar a vários lugares diferentes depois da morte. Sinceramente não acredito e vários fins, se houve um único começo, haverá também um único fim, tipo aquelas maratonas que acabam no ponto de partida. Seguindo o pensamento, se nós conhecemos vários fins quando na verdade só existe um, quem estará com o mapa certo?
Se isso não te preocupa, é porque, ou não acredita em vida depois da vida ou tem uma religião, mas não se preocupa com a veracidade do fim que ela te mostra, logo você se encaixa nas teorias de que a religião só veio pra suprir uma carência, um medo da morte e você só esta nela para sustentar seus sentimentos fracos, naturais de qualquer ser humano, e não esta tão preocupado assim com a morte.
Outra, como saber qual é a certa então? Boa pergunta. Depois de milhares de anos de uma disputa egoísta, que se apoiou na religião para sustentar seus ideais, é difícil achar a pureza e verdade em cada uma delas. Da mais humanista a mais capitalista, todas tem um dedo humano no meio. Todas se aproveitaram do nome de Deus, abusaram do seu nome limpo na praça e sujaram-no. Evangélicos, católicos, budistas, espíritas, mulçumanos, etc, varias e varias “verdades”.
O que fazer? Sou a ultima pessoa do mundo capaz de responder a essa pergunta. Mas o primeiro passo é Pensar, criticar. Não ter medo da verdade.
Agora, se você acha isso uma inutilidade, não desperdice o seu tempo, porem “eu queria ver a cara dessas velhas corocas quando descobrirem que o inferno existe mesmo”, como já dizia Mario Quintana.
Infelizmente, acho que essas questões só serão respondidas, se forem, quando eu ou você chegarmos ao começo, ou ao fim. Enquanto isso não acontece, vou buscar o Criador, tentar entender pelo menos uma parte da historia toda, e talvez quem sabe, depois eu me junte a Ele e fique admirando os seres e suas “sabedorias”.

“Mais que amor, que paixão, que alegria, mais que felicidade... me dêem a verdade”.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Parkour - Tráceur


Parkour nao é só pular igual um otario, é superação. Um dia pensei; "tenho que malhar", mas me interroguei, pra que malhar? Só pra ficar bunitinho? Ficar em boa forma pra que, se eu nao tenho nada pra fazer que exija de meus musculos (que nao sao muitos)? Pra ganhar mulher? Pois é... nao achei nada que me desse um motivo muito bom que nao envolvesse vaidade futil. Só que fui apresentado ao Parkour. A ideia de superação pessoal, onde seu concorrente é seu proprio Eu com suas preguiças e vontades, mexeu muito com minhas ideias.

No parkour os musculos sao mais do que bagagens, sao necessidades! O parkour exije mais do que corpo, exije mente, desejo, vontade de chegar ao lugar observado. A "Arte do Deslocamento" ou "O Percuso" abri sua visao e mostra se voce quer ou nao o que busca.

Nao vou dar uma aula do que é Parkour, se voce quiser conhecer sua filosofia comece por aqui http://www.cade.com/ ou http://www.google.com/ e pesquise tambem Metodo Natural de Georges Herbert.

Mas ja te dou uma dica; "ser e durar", "ser forte pra ser util". É necessario mais que empolgação. Se começar, nao pare. Se parar, isso vai mostrar tambem quem voce é de verdade, ja que o parkour é uma arte de deslocar obstaculos fluentemente e rapidamente, quem nao concegue vive estagnado, do mesmo ponto A de onde esta por que nao tem coragem de se esforçar ate sua meta...


(resolvi sair um pouco hoje dos poemas e talz, mas acredito que o parkour tambem nos torna mais observadores e pensantes. Se alguem estiver interessado, treino todos os domingos em Planaltina Df. Tel: 85493535)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Defina-se


O que acontece quando descobrimos a verdade sobre nos? Eu sei que já falaram muito sobre mascaras e etc de todo ser humano. Mas e quando descobrimos nossas próprias verdades, aquilo que esta dentro de nós mas não aceitamos, escondemos e negamos a todo custo para defender nosso ego e nossa falsa sensação de segurança? Falar disso não é fora do normal, eu sei que há um outro homenzinho dentro de min que se esconde, mas o caso é que, se eu sei, porque não o conheço ou o liberto? Não estou falando sobre rebelião, rebeldia, anarquia intelectual, nada disso. Estou falando dos seus e dos meus valores e ‘conceitos’ que são tão verdadeiros e que me defendem tanto do mundo exterior que os julgo parte natural de min, quando na verdade não são. Pense bem, em uma situação de crise o que você faria? Sinceramente, acho que sairia de si. Como um animal que não come a tempos. Não duvide, isso já acontece e se fosse comigo ou com você, não seria muito diferente.
Mas também há um outro lado, quem é você? Defina-se? Consegue? Se tiver essa resposta assim que leu estas perguntas me diga na mesma hora, não pense. Se assumir que não consegue se definir é porque provavelmente você não se conhece. E por que não conheço a pessoa que mais me conhece, Eu?
Deparar-nos com nós mesmos é de certo ponto, perturbador. Descobrimos que não somos tão fortes assim. Que o que conhecemos não é tão proveitoso ou importante como pensávamos. Descobrimos que se descobrirmos vamos ser forçados a recomeçar a saga novamente e ninguém quer passar pelo mesmo caminho chato duas vezes. Se pensou que tudo isso é uma baboseira, pode parar de ler neste ponto ‘.’. Se ainda esta a ler, acabo por aqui pois não há como te dar uma receita de “Como despertar a verdade em Mim”, isso é individual. Ou assume que, se eu não sei quem sou, eu não sou. Ou continue no escuro, com medo de alguém que estará ao seu lado, dentro e fora do seu Eu ate o seu ultiminho suspiro...Você.

Quis fazer um poema Grande...


Mas não consegui!

Régua


Tudo tem que ser simétrico
Como o tempo que ecoa
Com centímetro e metro
Tudo tem que ter tamanho
Como esse poema
Que estranho à ti voa.

Não há rima nesse poema


Olha lá o relógio
Faz barulho sem igual
Tic tac, tic tac
Alguém tire a pilha dele.
Como pode o sono vir
Se o tic tac
Não tem fim.
Já sei o que fazer
Vou pegar uma laranja
E começar a espremer...
...Merda!
Rimei.

Devaneio - Á Ludmilla


E sempre a mesma coisa
Que eu sinto
Me fazendo sentir.
É ilusão
Motivação
Que me engana e me faz
Crer no porvir

São sempre sonhos
Que surgem e vão
Que se realizam
E que talvez não

É vida, é dor, agonia
Desespero, é nostalgia
Que invade o meu peito
E me deixa com medo
De não te ver sorrir.

Mas se sorrir, creia em min
Que sempre amei
O teu viver.
Que me entreguei,
Me apaixonei,
Por cada parte
Que compõe seu Ser.

Nostalgia ultima – Loucura




Como eu queria colocar aqui o discurso de Domenico. Sim, o louco. O homem considerado perturbado da cabeça se torna um dos mais sábios do filme. Não porque ele prova suas idéias nem por deixar muitos discípulos seguindo suas ideologias e suas loucuras, mas sim por não ter medo de se entregar à loucura.
O discurso é feito em cima de uma estatua de cavalo de mais ou menos quatro metros de altura em meio a uma praça. As pessoas paradas, como zumbis, olham o doido ditando como Hitler suas idéias, mas elas não estão lá, suas mentes estão, suas idéias estão. Suas idéias permanecem lá, ouvindo sem se mover, sem nada a fazer. Algumas nas escadarias, outras perto do cavalo imponente de onde é ouvida a voz do ditador. E outros caminham, muito poucos caminham sem ouvir. O resto esta a ouvi-lo mas não esta.
Entusiasmo, emoção em cada verdade gritada para todo o mundo. Ao fim da pregação, “falta a musica!”, outra mente grita aos pés do cavalo; “tragam a musica, rápido, rápido...”. Uma lata de gasolina é entregue com um pouco de sacrifício por uma escada pelo outro louco que pedira a musica entusiasmado. Domenico, pega seu isqueiro e tenta acendê-lo mas não consegue; “falta musica!” grita ele. “Rápido, rápido... ajudem, musica. Ajudem na musica”. Estralares de dedos, cada um com seus isqueiros que não estão com eles, ajudam na melodia nua. Enquanto a mente perturbada fica a pular em festa aos pés do cavalo, o louco ditador joga o liquido inflamado em seu corpo e consuma a melodia com seu instrumento.
Um corpo em chamas, uma idéia em chamas, uma verdade em chamas se rebate pouco tempo e cai de seu púlpito sumindo dos olhares do espectador. Porem o louco perturbado continua eufórico, se debatendo a rir, como se pegasse fogo também. Como um epiléptico ele rola, debate-se sem nunca parar de gargalhar e gritar, provavelmente representando o que acontece do outro lado do cavalo, o que acontece com Domenico e sua idéia. De repente, o desvairado dá seu ultimo suspiro, grita, contorce-se e perfidamente falece com a língua para fora. Morreu também Domenico! Não. Sai correndo em desespero de trás do estatua do cavalo como uma chama viva. Da alguns passos, prostra-se e se entrega à eternidade.
A idéia permanece mesmo quando a mente perturbada que tenta segui-la e imitá-la não agüenta mais. A idéia rebate-se mesmo quando as outras mentes continuam mortas, assistindo-a sem nada fazer. A idéia permanece, mesmo que grudada à loucura, ela continua. A idéia permanece. Ate quando a loucura que a sustenta não agüenta e falece, ela permanece como uma chama violenta que deixa suas faíscas e inflama o primeiro que a tocar.
Entregue-se a idéia absurda aos seus olhos ou continue como morto a assistir o espetáculo de mais um lunático, tentando despertá-lo de um sonho, uma ilusão, uma loucura.


Obs: Queria muito dizer sobre as muitas outras visões que o filme passa como a liberdade, amor, sensação, morte, realidade, etc, porem deixarei para depois, para um momento mais oportuno.

PS: “A sabedoria dos homens é loucura para Deus.”

Nostalgia parte2 – Verdade




“- Quem é ele?
- Domenico.
- Por que o tratam assim?
- Ele é um homem de muita fé.
- O que é Fé?
- Fé?... fé é verdade.
- O que ele tem?
- Nada, ele esta louco.
- Não, ele esta com verdade!”


Sanidade. Já ouvi falar que da Sanidade à Loucura basta um empurrão, não duvido que seja verdade. O que faz uma pessoa ser louca, é ter uma falsa verdade, uma falsa realidade. Acreditar na sua meia verdade vorazmente, rebatendo qualquer outro tipo de ‘verdade’ mostrada a ele. Um louco não é louco por que quer, e nem sabe que é louco, ele simplesmente, é louco.
Outro tipo de louco é o que tem sua meia verdade e a trata como absoluta. Esse ultimo não é muito diferente do primeiro. O que há de comum entre os dois?
Um dia desses estava conversando com uma cara que disse que todos estão com a verdade, logicamente perguntei se todos estão com a verdade, que só pode ser uma ao meu ver, porque todas as verdades não se encaixam? Minha resposta é que muitos estão com a parte da verdade que é falsa, pérfida. Quem esta com a falsa verdade? Te digo, você! Sim você que esta lendo esta baboseira. Você que defende sua suposta idéia de realidade e verdade. Todos nós somos apenas seguidores de verdades hereditárias, passadas de anos em anos, de um louco a outro louco ate chegar a você, a min, outros loucos. Loucos que vivem suas vidas com tanta certeza de que estão certos que não se importam em pensar se estão certos ou não e se questionados, defendem sua mentira como um louco defende sua verdade.
O oposto da sanidade é a loucura, logo, somos loucos para um louco. Quem estaria louco então? Se você acredita que esta são, há uma enorme parecença entre você e um doido.
O que é verdade então? Não sei. Afirmar uma verdade é afirmar-me louco.
Cabe a nós largarmos nosso medo da ilusão, arrebentarmos a porta da verdade, nos entregar a uma loucura pura que talvez nos de uma verdade por inteiro.
E como um outro louco chamado Carlos Drummond já dizia em seu poema sobre a Verdade; “Era dividida em metades/ Diferentes uma das outras/ Chegou-se a discutir qual era a metade mais bela/ Mais nenhuma era totalmente bela/ E carecia optar./ Cada um optou segundo seu capricho/ sua ilusão/ sua miopia.”

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Nostalgia Parte1 – Felicidade




Faço uma breve apresentação do filme Nostalgia. Um filme que pouco se entrega na fala dos seus protagonistas, mas que muito diz em suas imagens e sons. Não compensaria dizer sobre o enredo pois é o que menos importa no longa. O filme passa varias mensagens que diferentes pessoas tomariam diferentes tipos de conclusões. Por ser bagunçado? Não, por ser profundo. Uma das mensagens que escolhi para abrir a série “Nostalgia” foi; Felicidade.
O poeta, representando o Ser, acende uma vela curta com objetivo de atravessar uma piscina publica com águas termais da Itália, já praticamente seca e com algum tipo de poluição química, no ambiente há uma leve brisa, inofensiva. Na sua primeira tentativa, ele anda, protegendo a vela com sua mão esquerda e as vezes com seu paletó, tentando assim quebrar o vento para não apagar a vela. Tentativa falha depois de um minuto e alguns segundos andando em silencio. Ele olha ao seu redor pensando em acender a vela dali mesmo, da metade do caminho, porem volta ao ponto de partida e reinicia sua reza. Acende a vela e volta a andar. Desta vez existe um ar de esperança passado pelo poeta e pelas imagens. Agora já ultrapassara o lugar de onde tinha parado da ultima vez. Porem, para sua agonia, seus esforços repetitivos foram em vão. Já um pouco cansado, talvez por causa da poluição da pequena piscina que tem uma certa parecença com um rio que corta uma cidade, ele olha para sua meta, o fim do caminho. Olha para trás e da uma leve passada na vela. Volta novamente ao começo de tudo. Novamente acende a vela e volta a andar. Mais de dois minutos caminhando, prendendo o olhar e a mente do telespectador. Desta vez ele chega perto, dois passos faltam. Cambaleando, sendo vencido pelo ambiente execrável, apóia-se numa escada, ainda tomando cuidado com a chama da vela. Um passo. Estica seus braços, não podendo mais andar. A câmera acompanha a viagem da chama ate seu final. O poeta, não mais visto, inclina um pouco a vela para deixar escorrer a parafina num suporte do muro. A vela é fincada e as mãos do poeta caem lentamente, demonstrando que foi vencido, falecendo ali mesmo, no fim de sua busca.
Brás Cubas levado por seu hipopótamo rosa a Pandora, origem de tudo, diz que foi apresentado a gigantesco turbilhão contendo a vida efêmera e inútil que os homens levavam. Dentro deste turbilhão, que era a vida, havia uma imagem embaçada, que corria livre enquanto os homens corriam desesperados atrás dela e as vezes, se deixava pegar por eles e quando eles riam e diziam “pronto, agora eu te tenho” ela os largava e voltava a correr fazendo seus caçadores entrarem em desespero voltando pois a correr atrás dela. Pandora balbucia para Brás que aquele ser sapeca que se deixava pegar só para sua própria alegria era a tal Felicidade.
Se você, meu caro leitor, ainda esta a ler estas palavras chatas e maçantes, te digo que há pouco a ser dito. Nós, Seres, buscamos a Felicidade, lutamos por ela, choramos por ela e quando temos uma suposta sensação de tê-la alcançado, ela corre, nos fazendo recomeçar novamente a nossa caminhada assim como o poeta com sua vela. Passamos a vida em busca do que nos faz felizes, alguns se apegam com ilusões de felicidade; que como já dizia Mario Quintana; “Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...”. Já outros a buscam incessantemente e às vezes inconscientemente. Tentando, tentando e tentando almejar a tal Felicidade, nos iludimos, brigamos, cresce em nos um sentimento egoísta por causa de uma felicidade particular que queremos a todo custo.
Assim como o poeta que teve sua Felicidade já em sua morte, talvez assim seremos nós. Mesmo com o sentimento, que segundo a mitologia, Prometeu implantou no mundo, a Esperança, que cega e da força aos homens para continuar a lutar por suas vidas passageiras, não será o bastante, talvez, para alcançar a Tal Felicidade.

Bruno N.M disse...


“A realidade é apenas para aqueles que não podem suportar o sonho." Sempre me deparo com essa alusão de Lacan. A oposição entre sonho e realidade logo me faz perceber que as pessoas se enganam muitas vezes ao tentar fugir de si mesmas. Muitos procuram abrigar-se nas dependências da realidade evitando o sonho, acham que sonhar é covardia e se desobrigar da realidade, mas o oposto disso a grande fuga esta na realidade. A realidade é regida por fatos sociais, as pessoas encaram seu dia a dia na mesmice de sempre e se esquecem do sonho, este que tem caráter único e comporta a realidade oculta sobre o que realmente importa diante de nós mesmos e da sociedade. A realidade é a revisão mal feita dos sonhos.

sábado, 20 de setembro de 2008

Procura-se; Garota Perfeita


Procura-se alguém,
Que me odeie e me trate mal
Que me ame em especial.
Que esteja disposta a me abandonar
Sem nunca me largar.
Alguém que se importe tanto comigo
Que eu não consiga notar.
Alguém que me trate com repugnância
Mas que não vive
Sem me amar.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Á todas as Garotas


Ás Belas

Não se incomode com a fila,
Só espere um segundo.
Estou ocupado com uma agora,
Mas tem John pra todo mundo.

Ás Feias

Assumo, pra min,
São feias como batida de trem.
Porem são belas,
Para um outro alguém.

Á Julle

Nossa historia tem historia
Nossa vida outra vida.
Foi contigo o começo,
Foi contigo a partida.

Á Ludmilla

Ser ou não ser
Eis a mozão!
Eterno paradoxo,
Eterna confusão.

Á Elaine

Safada!
Quando bates em meu rosto
Bates também no coração.

Á Gabriela

“Vem aqui,
Te contarei um segredo”.
-Conte daí mesmo
Dos teus beijos, tenho medo.

Á Kamila

Uii, olha lá quem vinha,
Era a morena magrelinha.
Que pena,
Voou com a ventania.

Á Larissa

Doida, doida, doida...
Me despertou de um belo sono
E nunca deixa de ser
Doida, doida, doida...

Á Silvina

Êta coisa boa
É essa estagiaria.
Não passa creme no cotovelo
E ano que vem ta desempregada.

Á Mirian (Póstuma)

Não é conversa fiada,
Mas ao seu lado
Tudo por ti falado
Era vida, era caminhada.

Critica a Filosofia




Ai, a bela vida
De nada vale em vão caminha.
Hó, que triste morte
Talvez a vida d’alma minha.

Onde esta, tão querida felicidade?
Ao meu lado como penso?
Ou nem ao menos na eternidade?

Penso no choro, na alegria
Penso na vida, nessa agonia.
Desisto do Eu, conforme entendo
Que tudo no mundo é,
Não sendo.

O que ganho ficando assim
Pensando em tudo como sendo poquin?
Reclamo da vida,
Mas diante da morte
Pedirei pra viver
Sem nunca ter fim!

To Leno u Dissionário




Ola, primeiramente aboleto-me na idéia-fixa, como assim dizia Brás Cubas, de que os seres vivem a prostrar-se sobre seus apoiadores de óculos. Egoísmo pérfido, cheio de perjúrio maléfico, assim se preenche a massa encefálica “abstrata” não vista a olho cego por trás da crosta esquelética acima da Espinha Vertebral. Parvos são todos aqueles que elocubram, como fantoches, que são honestos e bons samaritanos, enquanto correm como caninos atrás da disseminação do “Eu”. Sinto-me execrável fazendo parte do bolo fecal que compõe boa parte da humanidade. Como sendo inalcançável mitigar coisas tão esdrúxulas, padeço todos os dias tentando aclimar-me com tudo isso.
E o que dizer então da Poesia? Pobre dos póstumos escritores, que tem suas esplendorosas obras sendo analisadas e dissecadas sem serem sentidas, ou compreendidas. Doces rimas e idéias estão sendo defenestradas. Congratulações e silvos as poucas abelhas que não se saciam em um breve poema. Como já dizia Mario Quintana “A poesia não se entrega a quem a define”, ou o clamor de outro poema que bradava; “(...)Não me corte em fatias/ Ninguém consegue abraçar um pedaço (...). E toda mixórdia afim de que? “Nada”, diria um niilista e uma mente pensadora.
Por onde caminham os C.S Lewis’s, os Drummond’s, os Quintanas’s, os Diógenes’s, os Diderot’s, os Kant’s da modernidade? Trancafiados pois, em salas de vontades de liberdade, porem, sem chave para livrá-los.
Para findar meu lamurio que me causa achaque, digo pois que há uma parecença entre todos, uma idiossincrasia imutável; todos, sem exclusões, somos vitimas da oligofrenia intelectual. Esta pois que, não afrouxa o cabresto e nos guia para a falsa felicidade, para ilusão, para o sonho imputado, premeditado, sonho achavascado.

A poesia segundo B. Nascimento


O que é poesia, a partir de Tarkovski.
Fazer de um idéia um emaranhado de sensações, mas ao mesmo tempo não querer fazer idéia, ou pelo menos idéia fácil de conclusão para explicar as sensações incitadas.
A poesia parece estar além dos olhos, pois quando se tenta abstrair interpretações pelas imagens seus sentidos são liquidificados, daí você percebe que o som não é menos importante que a imagem, e logo força seus ouvidos em busca de compreensão pela sonoridade. Nesse processo de tentar compreender a poesia, as sensações geradas acabam por se integrar no conjunto poético, a partir daí tudo é um ato proposicional mesmo a angustia de não compreender diretamente o que lhe é proposto, ou a duvida do que parece ser obvio, mas enganador, todas estas reações e proposições se tornam parte da poesia. Então responder o que é poesia a Partir de Tarkovski, para mim é considerar a complexidade da relação causa e efeito na poesia. Julgar em partes a causa para tentar justificar o efeito é negar a complexidade arquitetural da obra poética, levando em consideração a relação entre poema e a poesia, nesse caso poema se posiciona como causa e poesia como o efeito. Sendo assim, o interessante seria não descartar nenhuma possibilidade em relação o que é poesia, é preciso olhar para os fragmentos e totalizá-los, em função de arriscar ver o que não é visível, de tentar ouvir o que não é audível e também de buscar sentir o que não é susceptível de sensação.
B.N.

Principio da Sabedoria

Tralalalalala
Lalalalal
Lalalalal
Opa....

Verdadeiro Amor (Vadia)


Claro que me lembro.
Uma moça magrela
Morena.
Sei sim quem é.
Garota singela
Que sentava na janela,
Serena.
Um dia falei com ela.
Olhou-me, pelos lombos
Deu de ombros
E voltou a se contemplar.
Vadia.
Tomara que caia de lá.

Velha vida...


“Quem sou eu?”, perguntei a min mesmo. Meu EU respondeu que não sou nada, um tropeço nascido sem querer, uma inexpressão sem futuro, apenas um ego mal vocacionado. De desentendido me fiz e indaguei a Terra, “Quem sou eu?”. O solo se abriu e deu-me um grito vagabundo, um berro que dizia que sou apenas pó, resto de historia antiga nascido para morrer. Frustrei-me. “Quem sou eu?”, perguntei para o céu. Lá do alto ele me olhou com arrogância, fechou a cara e disse sem importância, “Pra min, nada”. Aproveitando a chuva que caia perguntei-a “Quem sou eu?”, correndo dizia, “Você é...”, sem tempo sumia. Vaguei, desistindo de achar uma essência. Quem poderia resumir-me a palavras singelas e responder com cautela? Sentado fiquei na Pedra do Nada tentando pensar em uma resposta, que expressasse, não me acuasse, quem sou eu, sem rodeios e devaneios. Por fim, perguntei a uma velha senhora que passava, por sorte, no mesmo tempo e momento da minha tristeza. “Quem sou eu, podes por graça dizer?”, a velha em passos lentos, fadigados olhou-me de rabo, respondeu-me sem parar o caminho. “Quem tu és? Moleque pequeno nascido em amor, criança vadia, sem amanha, com mente universal. És transformador de sorrisos, és necessitador de abraços. És um sonho futuro, um desejo imaturo, homem velho sadio. És amor e angustia, dor e prazer, sabedoria e tolice, és paixão que faz sofrer. És passageiro sem bagagem, caixeiro de viajem, és dia com anoitecer. És quadrado e redondo, triangulo e retângulo, és um sonho futuro, um presente passado que nunca á de voltar. Quem tu és? Tudo e nada, homem pequeno, sereno, que procura atoa um mundo de vento”. O lugar onde sentava eu, sumiu. Gritei num susto “quem tu és, velha passageira?”. Num horizonte embaçado, meio mesclado parecendo ter sido pintado, andando sem pressa tocando a imensidão ia ela, sem pressa e sem resposta a minha preocupação.

Poeminhas Johnianos...


Sim,
Há um paradoxo na vida
Não sei bem qual é
Mas é uma explicação
Grotesca,
Perdida.
Me lembro de ter visto ela
Virar a esquina,
Ou não vi?
Tanto faz
Não faço questão de acompanhá-la.
Ela me diz verdades
Que não me faz desejá-la.



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- Sim minha senhora, o que queres?
- Um pouquinho do seu amor e um espaço no teu coração. Embrulhe para presente por gentileza.
- Desejas mais alguma coisa?
- Sim, você.
- Também devo embrulhar?
- Não, não, te quero do jeito que esta.


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Eu sou o que anda no escuro
Ouvindo o silencio
Dizendo sem nada falar
O que poucos fazem questão de ouvir.
Quem sou eu?
Sou a mente abstrata
De um abraço vazio
Sem expressões no viver
Que não tem nada a temer.
Sou a dor que te acalma
O silencio que cala
E o olhar que te faz tremer.


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Não digas que sempre à de me amar
Pois tudo que sentes hoje
Amanha há de passar.


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Perdi minha vontade.
Minha vontade de felicidade.
Acho que tropiquei na pedra da realidade
E a deixei cair na crueldade.


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Quem me dera um amor
Pra compartilhar a dor
De não amar a ninguém
Quem me dera
Poder sentir
A beleza de um sorrir
Que meio assim apaixonado
Se entrega em belos braços
E acredita no porvir
Sim
Quem me dera
Só um pouquinho de min
Poder sentir em ti
E te amar sem fim


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Nasceu, morreu.
Viveu, como morto.
Morreu, agora vive.


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Sinto, sim, muito sua falta,
Por agora doe de mais
Mas amanha o vento apaga.
É assim que é a vida
Passageira e temporal
Vem, rega algumas flores
Mas amanha já ta normal.
Não reclamar é o segredo,
Isso que é viver.
Aproveitar curtindo a vida
E se possível, não sofrer.


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Procura-se alguém,
Que me odeie e me trate mal
Que me ame em especial.
Que esteja disposta a me abandonar
Sem nunca me largar.
Alguém que se importe tanto comigo
Que eu não consiga notar.
Alguém que me trate com repugnância
Mas que não vive
Sem me amar.


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Poema a garota da escada.

Sentada na escada da varanda
Vigiava os passos dos pedestres.
“Que legal” pensava alegre,
“Quem caminha pouco anda.”


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Luto

Como pode a vida ser
Tão curta e risonha.
Passa, corre sem se ver
Quando finda agente estranha.


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Poema ao Nada.

Te admiro.
Pelo teu silencio
Pela tua escuridão
Te observo.
Espaço sem fim,
Tão grande assim,
Só pode ser fruto
De tudo em min.


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Ao bom poeta

Como um dia aprendeu a escrever?
Foi em um dia de sol?
Ou estavas a chover?
Como consegue tão grande ternura nas palavras?
Seleciona as melhores?
Ou faz somente colocá-las?
Sinceramente me conquistas
Me surpreendes sem fim.
Tomara que nunca morras
Mas se morrer,
Poesia viverá em min.


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Produtividade...


Em uma reunião reuniram-se Camões,
Carlos Drummond, Mario Quintana,
Nitsht%$*en, Shopenhauer, Shakespeare e Freud.
Camões levantou, fedendo a chiqueiro,
Sujo e um pouco bêbado
Começando a falar frases longas,
Difíceis de entendimento.
Carlos Drummond as simplificou,
Mario Quintana colocou humor,
Shakespeare acrescentou elfos e mortos,
Shopenhauer afirmou ser tudo inútil e ilusório,
Nitsht%$*en discordou, criticou e surtou; “Camões sou eu!”.
Freud parou,
Olhou, analisou
E respondeu;
“Culpa dos pais...
Acredito eu.”

Jaburu...


Subo a rua de madrugada
Quando não penso mais em nada
Eu me lembro de você

Sempre te desejo assim com ardor
Com todo o meu amor
Como se fosse tão, tão bela

Que pena, tu és feia
Porem serena.
E é isso que amo em ti.

Não amo em você
O que um dia acabará
Amo sim,
O que nunca te faltará.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O Monstrinho de Marcia


Havia um monstrinho na gaveta.
Se remexia, incomodando a senhorita.
Frustrada e medrosa imaginava com medo
Se abrisse a gaveta
O monstrinho comesse o seu dedo.
Ou pior ainda, imaginava ela;
Se fosse peludo um pouco felpudo
Mordesse feroz com canino firmado?
Se fosse pequeno, nojento, escorregadio
E saísse na rua sem medo do frio?
Devastaria a paz, sugaria o amor
Sem deixar lugar para misericórdia
Destruiria o mundo num gigantesco furor!
Com medo da morte confiando na sorte
Resolveu matar o monstrinho ainda na gaveta.
Tremula, puxou a maçaneta
Esperando o bote.
E para sua surpresa
O monstrinho repugnante
Não existia.
O maldoso, cruel e maçante,
Era fruto do seu tédio,
De sua agonia.


John Rayner

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

"?"


A vida vista de uma perspectiva de quase morto, é de certo ponto angustiante e a o mesmo tempo aliviante. Porque aliviante? Não sei. Se as coisas que acontecem aqui neste mundo são todas passageiras, logo, não devem ser levadas com tanto zelo, sabendo-se que vão terminar. Talvez assim, tratando tudo com uma certa indiferença moderada, quando a morte for encarada, não será tão perigosa como achamos que é. Acredito que a morte é na verdade um começo, um começo eterno e particularmente, ao lado de Deus. Falar que um dia vamos morrer sentindo o coração batendo tão forte e firme no peito, e fácil, mas e quando sabemos que no próximo passo, seu ultimo fôlego, seu ultimo suspiro vai se extinguir? Uma boa maneira de se viver é sonhar, mas não esperar a realização, amar sem esperar nenhum empecilho ou um caminho livre ao amor eterno, como já dizia Mario Quintana “amar sem almejar o eterno”. Viver e aproveitar seus supostos últimos momentos, pois ninguém sabe quando virará pó. Buscar a felicidade verdadeira, não baseada em coisas materiais e fúteis, pois qualquer pessoa em seu leito de morte não se lembra do seu materialismo que não conseguiu conquistar, mas sim, nas pessoas que não verá mais, nos amores e brincadeiras que serão apenas esquecidas, se lembra de tudo que ela não lembrou em toda a sua vida. Que se ferre a idéia que não existe outra vida depois desta, se não houver, pra que viver então? Pra buscar e viver atrás de uma felicidade que só vai ser efêmera e inútil? Qual seria a diferença de morrer hoje ou daqui cinqüenta anos? Mande os que crêem nisso se matarem, quero ver se a vida vale mesmo essa mediocridade e inutilidade que eles pensam. Escarro à esses! O que me indaga neste momento, são as pessoas que irão chorar verdadeiramente na minha morte, os que irão ver o meu rosto num baú para aproveitar os últimos momentos com o que restou de min. Quem realmente me amou, se alegrou comigo, quem me queria perto, queria saber quem vai sentir aquela agonia no meio do peito quando saber que não poderá mais me ter. Prepotência minha? De maneira nenhuma. Isso me faz pensar, enquanto vivo, nos que me cercam e o quanto eu faço feliz cada um deles, pois se não conseguir fazê-los rir quando forem dormir lembrando de algo que fiz ou outro tipo de coisa do que adianta ter vivido? Isso sim seria prepotência, viver e não despertar a vida em alguém! Agradeço a Deus por ter me dado certas situações para aprender isso. Não que eu trate a vida com descaso, ela é muito valiosa, porem, não tão valiosa como a que Deus preparou pra min depois desta. E também, para que desejar tanto viver assim? Para continuar preocupado com trabalho, se estressando com escola, desprezar os menos afortunados, continuar a brigar com outros só porque não são e não pensam como eu? Exagero meu? Com uma arma na sua cabeça, a única coisa valiosa para você, não vai ser faculdade, emprego, ideologias, etc, vai ser a sua vida. Seus amores, seus sentimentos, são essas as coisas que realmente valem muito, só que a desprezamos. Não é discurso de quem não quer trabalhar ou coisa parecida, deve-se sim ocupar esse passatempo que é a vida com algo, porem, não são prioridade. De fim, a vida é isso, indagações e duvidas. Assim com o sol não pode saber o quanto que seus raios interferem na vida de tantos outros seres sendo ainda sol, eu também não poderei saber o quanto que viver interfere em outras coisas extravida enquanto vivo. Filosofia barata? Não. Apenas outra “?”. Respostas para tantas questões da vida, só depois de morto, enquanto não morro, passo o tempo filosofando.

domingo, 14 de setembro de 2008

Verdade... - Carlos Drummond

A porta da Verdade estava aberta
Mas só deixava passar meia pessoa de cada vez
Assim, nao era possivel atingir toda a verdade.
Pois a meia pessoa que entrava
Só trazia meios perfis de verdade
E sua segunda metade voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis nao coincidiam verdade.
Arrebentaram a porta
Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a Verdade explendia seus fogos
Era dividida em metades
Diferentes umas das outras.
Chegou-se a discutir qual era a metade mais bela
Mas nenhuma era totalmente bela.
Carecia optar.
E cada um optou segundo seu caprixo...
Sua ilusao...
Sua miopia.


"O que é entao a verdade? num mundo cheio de tantas meias verdades, tomamos a parte que mais nos convem, sem ao menos junta-la ou decifra-la, transformando-a numa verdade pura, imutavel... uma pérfida e ignorante hipótese de verdade."

sábado, 13 de setembro de 2008

Felicidade Realista - Mario Quintana


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

JohnKbçaPsi


[u][c=58][b]!!、オト!![/b][/c][/u] says:
ai o negocio complica... é tipo uma indagação sem fim
Bruno says:
A vida deveria ser maior.....
Bruno says:
Para as duvidas serem maiores ainda!