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Mostrando postagens de Setembro, 2008

deus

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Pobre dos homens
Tendem a buscar deus,
Assim mesmo, bem pequenininho,
Com ‘d’ de deusinho.
Quem dera conhecessem Deus
Com ‘D’ imponente
Um ‘D’ bem valente
Que mitiga o necessitado.

Mas não.
Só vêem o ‘d’
‘d’ de dor, desamor.
‘d’ de “desgraçados dos homens”
‘d’ de desordem total,
De desilusão, ‘d’ de destruição.

Quando será que vão
Aprender,
E entender, que Deus,
Assim bem grande,
Não é ilusão.
Que só é bem pouquinho
Porque insistimos e confundi-lo
Com ‘d’,
De deusinho.

Religiao...

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Se o assunto é vida depois da morte, é um assunto muito importante. Porque? Simples. Se você acredita que a vida não acaba aqui, vai cuidar para ter uma vida melhor do outro lado, depois da morte. Logo é preciso achar um caminho, um meio, uma direção que te mostre o lugar e como chegar lá. Provavelmente as religiões servem para isso. Para dar instrução aos perdidos de como chegar à plenitude, a Deus, ao paraíso, ao nirvana. Se você esta em uma, é porque tem uma certa preocupação de como vai ficar sua vida depois da vida, nem que seja uma preocupação bem pequena. Isso é natural de qualquer pessoa que se aboleta em uma determinada religião, garantir seu futuro depois da morte. Mas há um pequeno problema, é onde a coisa fica confusa. Existem varias religiões, varias instruções de como chegar a vários lugares diferentes depois da morte. Sinceramente não acredito e vários fins, se houve um único começo, haverá também um único fim, tipo aquelas maratonas que acabam no ponto de partida. Segu…

Parkour - Tráceur

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Parkour nao é só pular igual um otario, é superação. Um dia pensei; "tenho que malhar", mas me interroguei, pra que malhar? Só pra ficar bunitinho? Ficar em boa forma pra que, se eu nao tenho nada pra fazer que exija de meus musculos (que nao sao muitos)? Pra ganhar mulher? Pois é... nao achei nada que me desse um motivo muito bom que nao envolvesse vaidade futil. Só que fui apresentado ao Parkour. A ideia de superação pessoal, onde seu concorrente é seu proprio Eu com suas preguiças e vontades, mexeu muito com minhas ideias.
No parkour os musculos sao mais do que bagagens, sao necessidades! O parkour exije mais do que corpo, exije mente, desejo, vontade de chegar ao lugar observado. A "Arte do Deslocamento" ou "O Percuso" abri sua visao e mostra se voce quer ou nao o que busca.
Nao vou dar uma aula do que é Parkour, se voce quiser conhecer sua filosofia comece por aqui http://www.cade.com/ ou http://www.google.com/ e pesquise tambem Metodo Natural de Geo…

Defina-se

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O que acontece quando descobrimos a verdade sobre nos? Eu sei que já falaram muito sobre mascaras e etc de todo ser humano. Mas e quando descobrimos nossas próprias verdades, aquilo que esta dentro de nós mas não aceitamos, escondemos e negamos a todo custo para defender nosso ego e nossa falsa sensação de segurança? Falar disso não é fora do normal, eu sei que há um outro homenzinho dentro de min que se esconde, mas o caso é que, se eu sei, porque não o conheço ou o liberto? Não estou falando sobre rebelião, rebeldia, anarquia intelectual, nada disso. Estou falando dos seus e dos meus valores e ‘conceitos’ que são tão verdadeiros e que me defendem tanto do mundo exterior que os julgo parte natural de min, quando na verdade não são. Pense bem, em uma situação de crise o que você faria? Sinceramente, acho que sairia de si. Como um animal que não come a tempos. Não duvide, isso já acontece e se fosse comigo ou com você, não seria muito diferente.
Mas também há um outro lado, quem é você?…

Quis fazer um poema Grande...

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Mas não consegui!

Régua

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Tudo tem que ser simétrico
Como o tempo que ecoa
Com centímetro e metro
Tudo tem que ter tamanho
Como esse poema
Que estranho à ti voa.

Não há rima nesse poema

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Olha lá o relógio
Faz barulho sem igual
Tic tac, tic tac
Alguém tire a pilha dele.
Como pode o sono vir
Se o tic tac
Não tem fim.
Já sei o que fazer
Vou pegar uma laranja
E começar a espremer...
...Merda!
Rimei.

Devaneio - Á Ludmilla

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E sempre a mesma coisa
Que eu sinto
Me fazendo sentir.
É ilusão
Motivação
Que me engana e me faz
Crer no porvir

São sempre sonhos
Que surgem e vão
Que se realizam
E que talvez não

É vida, é dor, agonia
Desespero, é nostalgia
Que invade o meu peito
E me deixa com medo
De não te ver sorrir.

Mas se sorrir, creia em min
Que sempre amei
O teu viver.
Que me entreguei,
Me apaixonei,
Por cada parte
Que compõe seu Ser.

Nostalgia ultima – Loucura

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Como eu queria colocar aqui o discurso de Domenico. Sim, o louco. O homem considerado perturbado da cabeça se torna um dos mais sábios do filme. Não porque ele prova suas idéias nem por deixar muitos discípulos seguindo suas ideologias e suas loucuras, mas sim por não ter medo de se entregar à loucura.
O discurso é feito em cima de uma estatua de cavalo de mais ou menos quatro metros de altura em meio a uma praça. As pessoas paradas, como zumbis, olham o doido ditando como Hitler suas idéias, mas elas não estão lá, suas mentes estão, suas idéias estão. Suas idéias permanecem lá, ouvindo sem se mover, sem nada a fazer. Algumas nas escadarias, outras perto do cavalo imponente de onde é ouvida a voz do ditador. E outros caminham, muito poucos caminham sem ouvir. O resto esta a ouvi-lo mas não esta.
Entusiasmo, emoção em cada verdade gritada para todo o mundo. Ao fim da pregação, “falta a musica!”, outra mente grita aos pés do cavalo; “tragam a musica, rápido, rápido...”. Uma lata de gasoli…

Nostalgia parte2 – Verdade

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“- Quem é ele?
- Domenico.
- Por que o tratam assim?
- Ele é um homem de muita fé.
- O que é Fé?
- Fé?... fé é verdade.
- O que ele tem?
- Nada, ele esta louco.
- Não, ele esta com verdade!”

Sanidade. Já ouvi falar que da Sanidade à Loucura basta um empurrão, não duvido que seja verdade. O que faz uma pessoa ser louca, é ter uma falsa verdade, uma falsa realidade. Acreditar na sua meia verdade vorazmente, rebatendo qualquer outro tipo de ‘verdade’ mostrada a ele. Um louco não é louco por que quer, e nem sabe que é louco, ele simplesmente, é louco.
Outro tipo de louco é o que tem sua meia verdade e a trata como absoluta. Esse ultimo não é muito diferente do primeiro. O que há de comum entre os dois?
Um dia desses estava conversando com uma cara que disse que todos estão com a verdade, logicamente perguntei se todos estão com a verdade, que só pode ser uma ao meu ver, porque todas as verdades não se encaixam? Minha resposta é que muitos estão com a parte da verdade que é falsa, pérfida. Quem esta…

Nostalgia Parte1 – Felicidade

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Faço uma breve apresentação do filme Nostalgia. Um filme que pouco se entrega na fala dos seus protagonistas, mas que muito diz em suas imagens e sons. Não compensaria dizer sobre o enredo pois é o que menos importa no longa. O filme passa varias mensagens que diferentes pessoas tomariam diferentes tipos de conclusões. Por ser bagunçado? Não, por ser profundo. Uma das mensagens que escolhi para abrir a série “Nostalgia” foi; Felicidade.
O poeta, representando o Ser, acende uma vela curta com objetivo de atravessar uma piscina publica com águas termais da Itália, já praticamente seca e com algum tipo de poluição química, no ambiente há uma leve brisa, inofensiva. Na sua primeira tentativa, ele anda, protegendo a vela com sua mão esquerda e as vezes com seu paletó, tentando assim quebrar o vento para não apagar a vela. Tentativa falha depois de um minuto e alguns segundos andando em silencio. Ele olha ao seu redor pensando em acender a vela dali mesmo, da metade do caminho, porem volta a…

Bruno N.M disse...

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“A realidade é apenas para aqueles que não podem suportar o sonho." Sempre me deparo com essa alusão de Lacan. A oposição entre sonho e realidade logo me faz perceber que as pessoas se enganam muitas vezes ao tentar fugir de si mesmas. Muitos procuram abrigar-se nas dependências da realidade evitando o sonho, acham que sonhar é covardia e se desobrigar da realidade, mas o oposto disso a grande fuga esta na realidade. A realidade é regida por fatos sociais, as pessoas encaram seu dia a dia na mesmice de sempre e se esquecem do sonho, este que tem caráter único e comporta a realidade oculta sobre o que realmente importa diante de nós mesmos e da sociedade. A realidade é a revisão mal feita dos sonhos.

Procura-se; Garota Perfeita

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Procura-se alguém,
Que me odeie e me trate mal
Que me ame em especial.
Que esteja disposta a me abandonar
Sem nunca me largar.
Alguém que se importe tanto comigo
Que eu não consiga notar.
Alguém que me trate com repugnância
Mas que não vive
Sem me amar.

Á todas as Garotas

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Ás Belas

Não se incomode com a fila,
Só espere um segundo.
Estou ocupado com uma agora,
Mas tem John pra todo mundo.

Ás Feias

Assumo, pra min,
São feias como batida de trem.
Porem são belas,
Para um outro alguém.

Á Julle

Nossa historia tem historia
Nossa vida outra vida.
Foi contigo o começo,
Foi contigo a partida.

Á Ludmilla

Ser ou não ser
Eis a mozão!
Eterno paradoxo,
Eterna confusão.

Á Elaine

Safada!
Quando bates em meu rosto
Bates também no coração.

Á Gabriela

“Vem aqui,
Te contarei um segredo”.
-Conte daí mesmo
Dos teus beijos, tenho medo.

Á Kamila

Uii, olha lá quem vinha,
Era a morena magrelinha.
Que pena,
Voou com a ventania.

Á Larissa

Doida, doida, doida...
Me despertou de um belo sono
E nunca deixa de ser
Doida, doida, doida...

Á Silvina

Êta coisa boa
É essa estagiaria.
Não passa creme no cotovelo
E ano que vem ta desempregada.

Á Mirian (Póstuma)

Não é conversa fiada,
Mas ao seu lado
Tudo por ti falado
Era vida, era caminhada.

Critica a Filosofia

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Ai, a bela vida
De nada vale em vão caminha.
Hó, que triste morte
Talvez a vida d’alma minha.

Onde esta, tão querida felicidade?
Ao meu lado como penso?
Ou nem ao menos na eternidade?

Penso no choro, na alegria
Penso na vida, nessa agonia.
Desisto do Eu, conforme entendo
Que tudo no mundo é,
Não sendo.

O que ganho ficando assim
Pensando em tudo como sendo poquin?
Reclamo da vida,
Mas diante da morte
Pedirei pra viver
Sem nunca ter fim!

To Leno u Dissionário

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Ola, primeiramente aboleto-me na idéia-fixa, como assim dizia Brás Cubas, de que os seres vivem a prostrar-se sobre seus apoiadores de óculos. Egoísmo pérfido, cheio de perjúrio maléfico, assim se preenche a massa encefálica “abstrata” não vista a olho cego por trás da crosta esquelética acima da Espinha Vertebral. Parvos são todos aqueles que elocubram, como fantoches, que são honestos e bons samaritanos, enquanto correm como caninos atrás da disseminação do “Eu”. Sinto-me execrável fazendo parte do bolo fecal que compõe boa parte da humanidade. Como sendo inalcançável mitigar coisas tão esdrúxulas, padeço todos os dias tentando aclimar-me com tudo isso.
E o que dizer então da Poesia? Pobre dos póstumos escritores, que tem suas esplendorosas obras sendo analisadas e dissecadas sem serem sentidas, ou compreendidas. Doces rimas e idéias estão sendo defenestradas. Congratulações e silvos as poucas abelhas que não se saciam em um breve poema. Como já dizia Mario Quintana “A poesia não se …

A poesia segundo B. Nascimento

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O que é poesia, a partir de Tarkovski.
Fazer de um idéia um emaranhado de sensações, mas ao mesmo tempo não querer fazer idéia, ou pelo menos idéia fácil de conclusão para explicar as sensações incitadas.
A poesia parece estar além dos olhos, pois quando se tenta abstrair interpretações pelas imagens seus sentidos são liquidificados, daí você percebe que o som não é menos importante que a imagem, e logo força seus ouvidos em busca de compreensão pela sonoridade. Nesse processo de tentar compreender a poesia, as sensações geradas acabam por se integrar no conjunto poético, a partir daí tudo é um ato proposicional mesmo a angustia de não compreender diretamente o que lhe é proposto, ou a duvida do que parece ser obvio, mas enganador, todas estas reações e proposições se tornam parte da poesia. Então responder o que é poesia a Partir de Tarkovski, para mim é considerar a complexidade da relação causa e efeito na poesia. Julgar em partes a causa para tentar justificar o efeito é negar a com…

Principio da Sabedoria

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Tralalalalala
Lalalalal
Lalalalal
Opa....

Verdadeiro Amor (Vadia)

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Claro que me lembro.
Uma moça magrela
Morena.
Sei sim quem é.
Garota singela
Que sentava na janela,
Serena.
Um dia falei com ela.
Olhou-me, pelos lombos
Deu de ombros
E voltou a se contemplar.
Vadia.
Tomara que caia de lá.

Velha vida...

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“Quem sou eu?”, perguntei a min mesmo. Meu EU respondeu que não sou nada, um tropeço nascido sem querer, uma inexpressão sem futuro, apenas um ego mal vocacionado. De desentendido me fiz e indaguei a Terra, “Quem sou eu?”. O solo se abriu e deu-me um grito vagabundo, um berro que dizia que sou apenas pó, resto de historia antiga nascido para morrer. Frustrei-me. “Quem sou eu?”, perguntei para o céu. Lá do alto ele me olhou com arrogância, fechou a cara e disse sem importância, “Pra min, nada”. Aproveitando a chuva que caia perguntei-a “Quem sou eu?”, correndo dizia, “Você é...”, sem tempo sumia. Vaguei, desistindo de achar uma essência. Quem poderia resumir-me a palavras singelas e responder com cautela? Sentado fiquei na Pedra do Nada tentando pensar em uma resposta, que expressasse, não me acuasse, quem sou eu, sem rodeios e devaneios. Por fim, perguntei a uma velha senhora que passava, por sorte, no mesmo tempo e momento da minha tristeza. “Quem sou eu, podes por graça dizer?”, a v…

Poeminhas Johnianos...

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Sim,
Há um paradoxo na vida
Não sei bem qual é
Mas é uma explicação
Grotesca,
Perdida.
Me lembro de ter visto ela
Virar a esquina,
Ou não vi?
Tanto faz
Não faço questão de acompanhá-la.
Ela me diz verdades
Que não me faz desejá-la.


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- Sim minha senhora, o que queres?
- Um pouquinho do seu amor e um espaço no teu coração. Embrulhe para presente por gentileza.
- Desejas mais alguma coisa?
- Sim, você.
- Também devo embrulhar?
- Não, não, te quero do jeito que esta.

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Eu sou o que anda no escuro
Ouvindo o silencio
Dizendo sem nada falar
O que poucos fazem questão de ouvir.
Quem sou eu?
Sou a mente abstrata
De um abraço vazio
Sem expressões no viver
Que não tem nada a temer.
Sou a dor que te acalma
O silencio que cala
E o olhar que te faz tremer.

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Não digas que sempre à de me amar
Pois tudo que sentes hoje
Amanha há de passar.

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Produtividade...

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Em uma reunião reuniram-se Camões,
Carlos Drummond, Mario Quintana,
Nitsht%$*en, Shopenhauer, Shakespeare e Freud.
Camões levantou, fedendo a chiqueiro,
Sujo e um pouco bêbado
Começando a falar frases longas,
Difíceis de entendimento.
Carlos Drummond as simplificou,
Mario Quintana colocou humor,
Shakespeare acrescentou elfos e mortos,
Shopenhauer afirmou ser tudo inútil e ilusório,
Nitsht%$*en discordou, criticou e surtou; “Camões sou eu!”.
Freud parou,
Olhou, analisou
E respondeu;
“Culpa dos pais...
Acredito eu.”

Jaburu...

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Subo a rua de madrugada
Quando não penso mais em nada
Eu me lembro de você

Sempre te desejo assim com ardor
Com todo o meu amor
Como se fosse tão, tão bela

Que pena, tu és feia
Porem serena.
E é isso que amo em ti.

Não amo em você
O que um dia acabará
Amo sim,
O que nunca te faltará.

O Monstrinho de Marcia

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Havia um monstrinho na gaveta.
Se remexia, incomodando a senhorita.
Frustrada e medrosa imaginava com medo
Se abrisse a gaveta
O monstrinho comesse o seu dedo.
Ou pior ainda, imaginava ela;
Se fosse peludo um pouco felpudo
Mordesse feroz com canino firmado?
Se fosse pequeno, nojento, escorregadio
E saísse na rua sem medo do frio?
Devastaria a paz, sugaria o amor
Sem deixar lugar para misericórdia
Destruiria o mundo num gigantesco furor!
Com medo da morte confiando na sorte
Resolveu matar o monstrinho ainda na gaveta.
Tremula, puxou a maçaneta
Esperando o bote.
E para sua surpresa
O monstrinho repugnante
Não existia.
O maldoso, cruel e maçante,
Era fruto do seu tédio,
De sua agonia.


John Rayner

"?"

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A vida vista de uma perspectiva de quase morto, é de certo ponto angustiante e a o mesmo tempo aliviante. Porque aliviante? Não sei. Se as coisas que acontecem aqui neste mundo são todas passageiras, logo, não devem ser levadas com tanto zelo, sabendo-se que vão terminar. Talvez assim, tratando tudo com uma certa indiferença moderada, quando a morte for encarada, não será tão perigosa como achamos que é. Acredito que a morte é na verdade um começo, um começo eterno e particularmente, ao lado de Deus. Falar que um dia vamos morrer sentindo o coração batendo tão forte e firme no peito, e fácil, mas e quando sabemos que no próximo passo, seu ultimo fôlego, seu ultimo suspiro vai se extinguir? Uma boa maneira de se viver é sonhar, mas não esperar a realização, amar sem esperar nenhum empecilho ou um caminho livre ao amor eterno, como já dizia Mario Quintana “amar sem almejar o eterno”. Viver e aproveitar seus supostos últimos momentos, pois ninguém sabe quando virará pó. Buscar a felicida…

Verdade... - Carlos Drummond

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A porta da Verdade estava aberta
Mas só deixava passar meia pessoa de cada vez
Assim, nao era possivel atingir toda a verdade.
Pois a meia pessoa que entrava
Só trazia meios perfis de verdade
E sua segunda metade voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis nao coincidiam verdade.
Arrebentaram a porta
Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a Verdade explendia seus fogos
Era dividida em metades
Diferentes umas das outras.
Chegou-se a discutir qual era a metade mais bela
Mas nenhuma era totalmente bela.
Carecia optar.
E cada um optou segundo seu caprixo...
Sua ilusao...
Sua miopia.


"O que é entao a verdade? num mundo cheio de tantas meias verdades, tomamos a parte que mais nos convem, sem ao menos junta-la ou decifra-la, transformando-a numa verdade pura, imutavel... uma pérfida e ignorante hipótese de verdade."

Felicidade Realista - Mario Quintana

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A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz s…

JohnKbçaPsi

[u][c=58][b]!!、オト!![/b][/c][/u] says:
ai o negocio complica... é tipo uma indagação sem fim
Bruno says:
A vida deveria ser maior.....
Bruno says:
Para as duvidas serem maiores ainda!