sábado, 13 de setembro de 2008

Felicidade Realista - Mario Quintana


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

3 comentários:

Gabriela Oliveira disse...

Quando o que vc tem é pouco demais fique atento, pois vc pode estar sofrendo do mal que assola a sociedade atual, A AMBIÇÃO. Se tudo aquilo que vc quer acaba sendo muito para sua miudeza, fique atento, muita atenção! Isso é CONFORMISMO e SINDROME DE INFERIORIDADE. Mas se esta no meio termo, ahhhhhhh... Fique atento, muita atenção, ATENÇÃO com letras maiusculas, pois ficar emcima do muro nunca é bom. Melhor estar errado do que não estar de jeito nenhum. Eu doso meus pensamentos. Quero o maximo que posso sonhar, fico feliz com o minimo que consigo e não me importo de estar erreda, aprender com os erros, mas é bom observar os outros talvez não dê tempo de cometer todos os erros.

Anônimo disse...

PARA MIM FELICIDADE NAO É ALGO QUE SE DESCREVE É ALGO QUE SE VIVE.
Dure ela ama hora uma noite ou um fim de semana,deve ser eterna enquanto dure.
Pode ser uma mistura de sentimento que deixa a alma em estado constante de contentamento.E ninguem deve se preocupar em dizer aquilo que acontece com o seu espírito quando percebe a sua presença,e ainda que essa preocupaçao viesse nao saberia explicar o que muitas vezes nao sabe nem exprimir.
por isso atribuo a felicidade o mesmo conceito que atribuo a oraçao.Pnso que oraçao nao precisa ser feita precisa ser sentida.A felicidade nao precisa ser percebida para estar presente.
AÍ MOZINHO MINHA HUMILDE OPINIAO!!!

johnkbca disse...

como sempre, expandindo minhas ideias....

A Triade perfeita numa só Mozao: Uma beleza intelectualizada bem humorada!!

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