terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mito de Tofí...

Filosofia. Um dia desses estava num papo, esses assim que saem de outro papo que veio de outro e por assim vai. E cheguei à conclusão, junto com meu companheiro de devaneio, que filosofia não existe mais. Sim, isso mesmo que você leu. Calma, ainda não questione, primeiro me ouça. Lembra-se de Aristóteles, sim, aquele barbudo abusado que vivia há pouco tempo atrás? Calma, esqueça-o. Não quero falar dele. Vou te dar um exemplo melhor. Digamos que existe um monstro, e esse monstro tem o nome de ToFí , que aqui quer dizer ‘toda filosofia’, o nome é de criação minha, sem muita etimologia complicada. Tofí é um monstro confuso que em um belo dia se perguntou porque não podia voar. Daí Tofí, começou a pular e pular, dava saltos longos, mas não voava. Tofí sentou-se numa pedra, razão, e começou a questionar suas próprias pernas, dizendo que elas eram muito fracas para pegar impulso para começar a voar, só que após a bunda de Tofí começar a doer um pouco, ele se ajeitou na pedra e viu que o problema não estava em suas pernas e culpou o chão, sim, o chão. Dizia que o chão tinha uma paixão enorme por ele, e que o chão o amava tanto que o prendeu bem pertinho dele o privando de voar. Tofí se mecheu mais um pouquinho na pedra e começou a pensar em uma maneira de passar a perna no chão. Começou então à riscar, ali mesmo, na areia, idéias e teses de como deixar o chão. O que Tofí não sabia era que tudo que ele escrevia, o chão aprendia também e algumas coisas o chão já sabia e ate o corrigia. Tofí começou a fazer formulas, de tantas formulas viu que o chão tinha uma ligação com o céu, e começando a estudar o céu, viu que ele se ligava ao vento, e o vento por sua vez se ligava às belas formas das rochas, e as rochas às pedras, e as pedras à areia, e a areia as plantas, e as plantas aos seres vivos, e os seres vivos ao mar, e no mar viu que os seres voavam. Tofí levantou depois de ter deixado a pedra já lisa, praticamente escorregadia e gasta, saltou e gritou para o chão, “já sei como voar, não dependerei mais de você”. Começou então a formular idéias de como chegar ao mar, só que não sentou na pedra para escrever no chão, ele temia que o chão descobrisse suas idéias e o detivesse, ficou em pé mesmo, sem escrever nem falar, só com os pensamentos em sua cabeça, pena, antes tivesse gasto todo o resto da pedra, talvez assim não correria desesperado para o rumo do mar achando que poderia voar e deixando um resto de escrita mau terminada que um dia seria vista por seus sucessores e que ao invés de sentar na pedra para analisar, sentaram ali mesmo no chão, ao lado de idéias mau acabadas, aceitando tudo como se fosse realmente tudo. Novamente a palavra pena, antes tivessem eles sentado na pedra, assim não achariam que tudo se resumisse naquilo. Você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com filosofia? Bem, não sei. Provavelmente rele-lo com mais atenção vai te fazer pensar em uma explicação racional para cada acontecimento acima citado, te tornando um filosofo. Se você não fizer isso, eu estava certo. E também, para completar o blá blá blá, toda a verdade de hoje pode ter sido uma mentira não entendida, depois analisada, e tida como verdade, e talvez a mentira que hoje conhecemos pode ter sido uma verdade mal compreendida. Assim, é melhor constatar que os sucessores de Tofí apenas sentaram no lugar errado. Merda, temo que um desses sucessores seja meu cunhado, não pela filosofia, mas por ter sentando no lugar errado.

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