Grandes homens...


Pobre dos homens,
No calor, clamam desesperados por chuva
E quando a tal vem, eles são os primeiros a fechar
As janelas.
Louca sabedoria.
Reclamam da dor no mundo e as vezes
Sentem ate pena dos que morrem em catástrofes
Mas se batem em suas portas pedindo um bocado
Trancam a sete chaves seus corações.
E o pior de tudo é que julgam todos errados
Mas se interrogados, contradizem-se
Mais do que uma pista de mão dupla
Em via de cinco faixas.
Pobres.
Sábia loucura me deixa confuso.
Se estão em um ponto preferem um outro
E se não se acham, falam que é o mundo
Que é um perturbado e um tanto confuso.

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