segunda-feira, 17 de julho de 2017

Casou, e se fudeu



O comportamento humano sempre foi muito previsível em várias partes. As fases de um relacionamento são praticamente iguais em todos os casos, tirando alguns detalhes. Nos apaixonamos, não vivemos sem, enjoamos, largamos, queremos de volta e agora mais maduros tentamos desfazer os males do passado. Às vezes a pessoa tem tudo que sempre pedimos e em outras tudo que sempre odiamos. Transamos no quintal ou enquanto se faz o almoço. Um sempre já foi romântico, atencioso, agora nem isso mais. As coisas mudam.
Já me disseram; “Casamento é uma vida”. Isso faz um certo sentido. Afinal, quem de nós não quer dar cabo da vida vez ou outra, e em vários casos até conseguimos? Todos passamos por dias áridos, tristes, mas também por dias apaixonantes como se o céu estivesse mais brilhante. Às vezes estamos dispostos bendizendo as plantas do quintal e em outros, abrir o olho ao acordar é um sacrifício. Casamento é vida mesmo. Esquecemos aquele defeito do nosso parceiro como quem se acostuma com uma mancha na parede ao ponto de nem mais vê-la. Achamos que o romantismo se esfriou, quando na verdade ele esta lá, assim como as noites estreladas que faz tempo que você não para pra apreciar, a culpa não é do céu, basta levantar a cabeça. Casar não é de tudo ruim, assim como também a vida não é.
A responsabilidade não é da vida, ou do casamento, nós que exigimos absurdamente que os dias sejam gloriosos, o que é de uma estranheza tremenda. Afinal, se você não se surpreende mais com o oxigênio ao seu redor que “apenas” te mantém vivo, o que mais é espetacular?
Certo filósofo disse; “Nascer, é começar a morrer”, eu digo; “Casar, é começar a se fuder, mas fuder a dois é sempre mais gostoso”.

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