segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Madrugada...


Como assim, a quina de um precipício, não era aqui que pensava estar. Ao longe, no horizonte, via um brilho, não o sol, um brilho. Pastagens verdes de Palmeiras e abrolhos com alguns coloridos da primavera. Abstrato e embaçado, seria um sonho? Cresce brilho pra cima de min, não, eu cresço para o brilho. As rochas estremecem, desligam de suas raízes brutas e antigas, marcadas pelas eras, só para me levar ao brilho, o brilho que cresce. Viajem perdida a cima das nuvens, do alto vejo todos, porem nem todos me vêem. Como não me vêem se a todos vejo eu? Ainda não escolheram, disse o brilho, ver o que não vêem. É um sonho, sim. Não há brilho, não há ver, não há rochas. Susto. Caio. Caio. Caio. Caio. Caio. É um sonho, o brilho, a rocha, as visões, as pessoas... a queda. Tudo é sonho, abstrato e embaçado. Teto. Preciso varrer o teto, há teias de aranhas por todo lado. Não posso acordar, ainda falta algumas horas pra hora certa, ninguém levanta. Feche então os olhos ora. Fecho. Pra sonhar e dormir? Não! Pra cair, cair, cair, cair, cair...

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