quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Hóspede...

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Eles estão dentro de mim

Demônios me assolam como vespas zunem no ouvido de uma pobre alma fraca e caída no chão. Vejo os olhos sobre meu coração e as sombras tomam conta do meu ser. Possuem-me as almas mortas a décadas atrás. No banho seus gritos me ensurdecem. Oprimem meu coração com tamanha dor que jamais entenderei. Minha carne sente as dentadas de seu ódio e desfaleço no pesar de suas vontades. Devoram-me cada dia mais. Como pode seres tão graciosos e apaixonantes me destruírem assim. Filhos de uma puta meretriz vão para o inferno, demônios de minh’alma. Sinto-lhes atrás de mim como sombras escuras na noite triste. Lhes amo. Sei que são amor e jamais lhes deixarei ir. Vossos ossos balançam na madrugada e meus oxigênio se extingue pelas luzes das estrelas que já não são tão brilhantes. Venham. Estou aqui. Devoram a carcaça do meu ser. O hotel esta sombrio. O vigilante cheira seu pó com prazer com seus amigos. Cadavérico, magro, morto sem saber. Sou o único ser vivo capaz de compreender que todos estão mortos, e eu, pobre que sou, sou o único ser vivente nesta pútrida terra. Paredes brancas e amor. Amor eterno. Não há dor maior. Dei-me seu pó vagabundo. De todos os males que sinto ate hoje.da dor de querer e não ter, prefiro morrer a sofrer de tal AMOR.

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