segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Eu...


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Em meio a escuridão invoco os demônios para me perturbarem. Onde estão vocês seus covardes, que se escondem nas sombras a perturbar apenas aqueles que fogem de suas presença? A sombra da cadeira não remexe, não sinto mal, não sinto o inferno. Pertuba-me apenas nos pensamentos. Malditas almas tenebrosas que me assolam e me tiram a paz. Do mais profundo inferno criam seus estratagemas para tirar o sono das pobre carcaças que caminham sem rumo pela terra. Os observam chorar nos cantos das noites, deitados em seus leitos sem sentir nenhuma presença humana, apenas os olhos fixos de seus algozes demoníacos. Eu vos invoco personagens de satanás. Saiam de dentro dos armários, façam seus zunidos arrepiantes, lhes convido a vir tirar minha coragem. Acostumados a sugar o medo e exalar terror, são apenas peças frigidas de um mundo desiludido. De minha cadeira não sinto os malditos, não os vejo fora, não os sinto no ar. Mas estão em um lugar bem pior para se habitar. Habitam em mim, nas ideias, nas tripas sangrentas de minha alma seca pela dor de esperar algo. Eles comem minha carne emotiva se alimentando de toda ilusão de tranquilidade. Os malditos estão por toda parte como um monte de baratas no esgoto. Saiam e corram para os becos pois dentro de mim não há mais o que se absorver seus malditos sangue sugas.
O que fiz pra essas criaturas? Meus olhos lacrimejam todas as noites sem motivo algum, meu corpo padece como uma dança lenta e cruel. Matem-me, me levem, mas terminem logo com isso. Suas garras fincaram profundamente em minha alma. Os desgraçados vermes de suas podridões já se multiplicam dentro de minha boca. Eu vos invoco para fora, para que me deixem em paz. Mil vezes lhes observar com seus olhos caninos nas noites escuras, do que velos em minha mente.

Malditos, covardes e ocultos. Atormentam-me com o silencio, a dor, sofrimento e solidão.

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