terça-feira, 16 de outubro de 2018

Desencontro

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Me olha
De longe, suspeito,
Como quem não quer.
Mas queira,
Me leve,
Fácil,
Pra uma cama qualquer.

Me toma
Me cheira de longe
Me morde inteira
Com língua
Faceira,
Por dias e dias
Me faz ser mulher.

Com flores
Sussurros e amores,
Nos parques e ruas
Revela pro mundo,
co'Gestos pequenos,
Mudos e surdos,
O teu amor e minha fé.

Me ilude
Não mande mais cartas
Nem juras de amor.
Me deixe a dispor
Sofrendo sozinha,
Minha noite definha
Sem o teu calor.

Depois,
Me encante de novo
Me faça teu ouro.
Que eu juro,
Fingir odiar
Todos teus beijos
Afetos e cheiros
E te mandar pra longe de mim

Mas fique
Não ligue pros gritos
Nem tapas e discos
Pois tudo que falo
Mesmo engasgado,
É o oposto do estrago
Do meu amor sem fim.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

PORQUE EU NÃO VOTO


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"a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo". Assim que Maquiavel definiu política.  

Desde seu nascimento na Grécia, a intenção da política foi sempre ouvir determinados grupos que defendiam seus ideais e desejos através da escolha de seus representantes. Se eu gostava de azul, montava um grupo com uma galera que gosta de azul, escolhia quem era melhor de dialética pra defender o azul e depois ia todo mundo lá dizer que o grande deputado azul era a o cidadão perfeito para defender os direitos do grupo e da nação. Sim, a democracia também nasceu na Grécia. E a tradução da palavra é GOVERNO DO POVO (Poder do Povo, pra facilitar). E assim segue o fluxo. Eu tenho princípios e acredito em determinadas coisas. Se não for eu, escolho alguém que represente bem meu papel, depois, através do meu direito democrático de escolher alguém para me representar, voto no meu indivíduo e aprecio a beleza de ter um Estado comandado por alguém que acredita na maioria dos meus conceitos ou me contento com a derrota sabendo que o outro cidadão teve mais votos por que um grupo maior acreditava nele. Depois disso a máquina do Estado continua rodando sob o comando do eleito preferido e seus seguidores e apoiadores. Isso é a política simples sem dificuldades.

Seria lindo.

Eu, como a maioria, resisto a conflitos desnecessários e cansativos discursões que são meramente religiosas e na maioria das vezes, inútil. Mas exerço aqui o mesmo direito democrático fixado em vossas mentes. Sabendo que a política é um jogo de poder e representação, me alieno da obrigação de escolher um candidato que foge dos meus princípios morais, reais e imutáveis e decido não apoiar quem não condiz com minhas verdadeiras motivações. Votar em alguém que não tem possiblidade de ser eleito mas que condiz com minhas ideias, é uma das únicas demonstrações de política possível e real. Ali fica o simbolismo da ideologia e das vontades de uma nação ou grupo de pessoas. Se em algum momento, o voto foi para quem tinha mais chances de derrubar seu adversário, parabéns, você ainda não entendeu a política e acaba de trair seu próprio destino.

 “O voto é individual e secreto. A escolha é sua. Pense bem, avalie os candidatos e exerça seu direito”. Estas são as frases às quais se agarra o senso comum e também o senso institucional, como a última tábua da salvação da consciência de cada indivíduo. O presidente não será ou deixará de ser eleito por causa de um voto a mais ou a menos. Ou seja, meu voto não faz diferença – embora o discurso da moralidade social não o admita. Ao contrário do que afirma o pseudo-individualismo, o voto é social, e não individual. O voto só cumpre sua função social quando inserido numa ação coletiva. Nessa perspectiva, são as massas que sustentam o Estado Democrático de Direito, e não os indivíduos. Assim, o voto será tanto mais consciente e efetivo quanto mais aglutinador de forças coletivas, se constituindo num vetor das potências sociais. Foi assim, por exemplo, que um ex-operário tornou-se presidente do Brasil.

Entretanto, alcançado este status, surge todo tipo de reação negativa – falta consciência de classe, o país é de mentalidade subdesenvolvida, a mídia controla e comanda a política, os políticos são corruptos, os eleitores são irresponsáveis, o povo tem memória curta, o poder sempre estará com os endinheirados, eu não gosto de política, os trabalhadores estão desmotivados, o contexto histórico não é propício, as pessoas são individualistas, as massas são alienadas, bla, bla, bla. O poço das justificativas é infinito. E, ao fim, volta-se ao slogan: “exerça seu direito com consciência!”. O poço da hipocrisia e da falta de coragem é infinito. Embora muitas das justificativas sejam coerentes e consequentes, é evidente que alguns aspectos estão sendo negligenciados.

Brasil e mundo afora, devem existir outros tantos indivíduos, encaixados ou não em modelos, que tenham relações sociais fracas – uns admitindo, outros não; uns percebendo, outros não; uns conformados, outros não. O que importa aqui é o que diz respeito à participação política, mais especificamente na via eleitoral. Sendo o voto social, é evidente que para esses indivíduos o voto não cumpre sua função. São pessoas sem qualquer influência coletiva e, geralmente, distantes das influências sociais. Por certo que não sou um átomo – basta observar que dependo de muitas forças sociais para comer, por exemplo – mas também não participo da vida de gado, sou incapaz de convencer ou de ser convencido de tal ou qual opção de voto. E, repito, voto que não se insere em determinada força social não tem qualquer sentido.

Esta é a minha própria alienação, e de outros, certamente, mas vejo que a maioria está submetida à face oposta da mesma moeda. Alienação de rebanho, manipulável e suscetível (à propaganda, às lideranças, ao senso comum, à opinião do vizinho, à mídia, ao discurso técnico-científico, às pesquisas, à opinião pública. Esta é a miséria do caráter social do voto, embora não deixe de ser exuberante a força coletiva que o anima.

Se a política é a arte do exercício de poder de influência de grupos sobre a massa, por que é que continuam a convocar os indivíduos às eleições?

Primeiro, que existe de fato um fenômeno social que carrega pessoas à parte de todo e qualquer senso de identificação e ação coletivas. Efeito manada.

Segundo, que tais pessoas podem duvidar, rejeitar e combater todas as permanentes pressões sociais que tentam enquadrá-las, arrebanhá-las, seduzi-las e justificá-las em nome de bandeiras, slogans, grupos, instituições ou coletividades que fazem sentido apenas para rebanhos.

Terceiro, que para os indivíduos, peso na consciência e apelos morais não justificam voto. Um rebanho de vacas pode ser mais atraente do que um rebanho suíno, mas ainda é rebanho.

Quarto, que a resposta mais adequada ao voto compulsório é o voto nulo. Pois a condição primeira para o combate à alienação é o próprio reconhecimento radical de sua existência. A demonstração de insatisfação, única possível até agora, que poderá começar a sinalizar a insatisfação com o status quo.

Ausência-de-si! Esta é a verdadeira palavra de ordem da sociedade, principalmente em tempos de eleições. Intelectuais votando em prol de operários, operários em prol de burgueses ressentidos, burgueses ressentidos em prol de ambientalistas, ambientalistas em prol de empresários, empresários em prol de cristãos, cristãos em prol de democratas, democratas em prol de trabalhadores, trabalhadores em prol de pseudo-radicais, pseudo-radicais em prol de miseráveis, miseráveis em prol deles mesmos, e eles mesmos em prol da máquina político-partidária! E por ai vai.

Vislumbrando essa pequena parte do processo político e seus princípios, me abstenho de aceitar qualquer tipo de opressão feita a minha obrigação de eleger alguém (incluo a pessoa jurídica do partido) que represente realmente os ideais em qual acredito. Não iludido, mas como um touro em guerra, recuso aceitar minha aniquilação moral e social.

E por fim, de todo modo, apoio e defendo todos os direitos e deveres daqueles que ativamente participam desse jogo espetacularmente manipulado e hipócrita do qual, em sua grande maioria, são alienados lindamente disfarçados de pseudos-entendidos políticos. Sem dúvida nenhuma, não sou a maior autoridade política, mas sou presidente de minhas ações e governante de minhas vontades. E por agora, nenhum candidato é realmente bom para minha Política.

Se, na sua mente, não votar é aceitar que alguém tome suas decisões, votar é pedir que ela faça o que quiser com você. Um estupro político ideológico. E me desculpem, mas isso não representa minha vida, minhas ideias e muito menos meu Povo.

 

 

“Naquela época meu instinto decidiu-se de maneira inexorável contra a continuação da condescendência, do seguir-aos outros, do enganar-a-mim-mesmo. Qualquer modo de vida, as condições mais desfavoráveis, enfermidade, pobreza – tudo me parecia preferível àquela ‘ausência de si’ indigna à qual eu me entregara por ignorância, por juventude, e na qual eu acabara ficando pendurado mais tarde por preguiça, devido ao assim chamado ‘sentimento do dever’.”

sábado, 6 de outubro de 2018

Apenas um poema




Em todo olhar existe uma tristeza
Em toda cabeça baixa há um sofrimento
Em todo caminhar perdido reside uma dor
Em todo abraço apertado sofre um abandono.
Em todo falar triste habita um pedido
Em todo sorriso fraco vive uma historia
Em toda noite mora uma vontade
Em todo dia nasce uma saudade.
Em toda dor há um pedido
Que se pede sem pedir
Que em tudo que se faça
Só te peço pra não ir.
Mas se ainda sim se for
Viva ainda mais feliz
Por que em todo meu coração que fica
Você foi tudo que sempre quis.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Cotidiano


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  Madrugada. A luz da geladeira ilumina a cozinha. Lá dentro, garrafas de água quase vazias e algumas frutas e vasilhas com algum resto de comida de uma semana atrás. Maturidade é conseguir encher as garras ao invés de guardar vazias sem utilidade nenhuma.
     Pego o leite e tomo direto na garrafa. Não entendo porque algumas pessoas ainda não tomam leite puro. É melhor e ainda ajuda a tirar aquele gosto ruim de qualquer coisa da boca. Leite é vida. A água ajuda um pouco também.
     Sento na bancada do lado da fruteira com bananas pretas e aparentemente podres. Aparentemente. As bananas sempre enganam. Aprendizado importante pra quem mora só. Do contrário das maçãs, que na maioria das vezes fazem a gente parecer que está mordendo poliestireno. Isopor. Tipo esponja de aço que a gente chama de Bombril.
     Tento entender que horas são mas o escuro não deixa eu ver o relógio da parede com precisão. Odeio aquele tique taque ensurdecedor que os ponteiros fazem quando não estão acompanhados por algum som comum do dia a dia. Mas aquele era presente, tinha que ficar lá, fazendo zoada pela casa toda. De toda maneira não importa, é madrugada. As horas não são menos relevantes. Só quando passa de quatro horas, que é quando o sono é mais gostoso e você sabe que tem pouco tempo pra se fingir de morto em cima da cama.
     Melhor ir dormir. Fecho a geladeira.
     Nas sombras de cantos sempre tem algum vulto satânico esperando minha alma pura vacilar pra me carregar pro inferno. Maldito instinto de sobrevivência, o medo nos preserva mas nos limita. Aos poucos meus olhos se aclimam com a escuridão e consigo discernir melhor os demônios.
     Meu peito dói. Dói mais um pouco. Paro e me apoio na porta. A dor vem mais forte. Finco os dedos apertando o peito inutilmente.
     Vejo a garrafa de leite na bancada enquanto vou de encontro ao chão.
     - Eu devia ter enchido as garrafas de água.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Brócolis



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- como a gente sabe que gosta de alguma coisa papai?
- como assim filho?
- tipo, como eu sei que gosto de sorvete?
- simples filhote. Coloca na boca, se gostar, você gosta. Se não gostar, não gosta.
- e de brócolis?
- brócolis é um pouco difícil no começo mas depois fica uma delícia.
- e se não ficar?
- sempre fica. E mesmo que você não ache tão bom, faz bem pra saúde.
- então eu tenho que gostar daquilo que não gosto porque isso faz bem pra alguma coisa?
“Ele tem só 6 anos mesmo?”, pensou o pai.
- sim – respondeu – algumas coisas são ruins mas a gente acostuma.
A criança abaixou a cabeça um pouco para refletir e continuou;
- como saber então do que eu gosto de verdade?
- por que está preocupado em saber disso?
- porque minha tia falou que eu tenho que andar com pessoas que gostam das mesas coisas que eu, mas se eu não sei do que gosto de verdade, como sei que vou estar andando com pessoas que gosto?
- você acha isso difícil?
- sim – respondeu desanimado.
- vou te ajudar. A maneira mais fácil e simples de te responder seria dizendo que você deve conhecer tudo pra descobrir do que gosta ou não. A maioria das pessoas acredita que seja simples assim, mas pensar nisso é um trabalho e tanto. Tudo que você veste, vê, come, assiste, fala e tudo mais, é um conteúdo produzido por alguém que lá atrás teve um certo interesse em te passar isso. As músicas que você ouve são importadas e enfiadas no seu ouvido. Essas por sua vez se repetem ao longo dos anos e aquele “brócolis” de música acaba se tornando um lindo pudim delicioso depois de tanta insistência. Isso acontece com tudo hoje. Comida, roupa, teatro, religião, livros, noticia, tudo. Todas as informações que você tem hoje são alimento para deixar a sua bolha funcionando...
- bolha?
- isso. Exemplo; seus colegas são Cristãos?
- sim.
- por que, dentre milhares de religiões no mundo, seus colegas são cristãos?
- não sei – respondeu curioso.
- não posso dizer por tudo mundo, mas em geral, eles adoram ao único deus porque os pais fazem isso e os pais dos pais também e por ai vai. E se você voltar bastante no tempo vai descobrir que alguém lá atrás chegou e disse que ser cristão era bom. Existem religiões de mais de quatro mil anos antes de Cristo, porque o cristianismo, que tem uns dois mil anos, é a certa? Isso é a Bolha que falei. As pessoas se apegam as coisas que fazem sentido pra elas e as defendem sem nem saber suas origens. Isso serve para todas as outras culturas com religiões ou costumes diferentes.
- então é errado ser cristão?
- é errado ser idiota meu amor. Todo mundo pode ser o que quiser.
- então eles estão errados mas não estão errados?
- pra dizer que algo não é verdadeiro ou está errado, você sempre tem que ter a resposta certa, a verdade ou o padrão que deve ser usado como medida. Eles não estão errados, só medem o mundo pela bolha deles. Assim também na política, música, moda e essas coisas.
- confuso.
- é. Eu sei. Também acho estranho.
- mas o mundo é enorme, como eu vou conhecer tudo pra saber do que gosto?
- isso é impossível filhote. Mas posso te dar uma sugestão que acho que vai gostar.
- qual? – olhou esperançoso.
- goste de gostar das coisas. Comece pelas coisas simples; comida, roupa, música. Depois avance. Converse com pessoas opostas a você, vá em ambientes que você antes se sentia um peixe fora da agua. E por último e mais difícil, olhe pra você.
- no espelho?
- não – riu – na alma. Descubra se alguns sentimentos e atitudes que você tem são realmente seus ou se alguém um dia te deu ele igual deram o cristianismo pros seus colegas. A gente aprende a ficar com raiva quando alguém nos irrita, a chorar quando nos magoam, a rir quando nos alegram e no final estamos num fluxo eterno de ação e reação na confiança de que tudo isso é o “Eu” que defendemos com tanta força. Algumas coisas são instinto, coisa de animal, outras são enfiadas na gente sem a gente pedir. Não fugir disso é aceitar a sua bolha como ela é.
- e isso é ruim?
- não. De maneira nenhuma. Como eu disse, pra dizer se é certo ou não você deve ter a verdade pra usar de padrão. E tome cuidado, porque em todas as bolhas existem verdades irrefutáveis.
- mas papai, como vou saber se eu também não estou numa bolha?
- bolhas são universos particulares de cada um ou de um certo grupo de pessoas. Se você conseguir conviver com todas elas, e eu digo CONVIVER mesmo, entendendo os motivos para as pessoas estarem ali fazendo ou vivendo como estão, você está no caminho certo.
- entendi.
- quer um sorvete pra comemorar?
- acho que vou querer um brócolis papai.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Xiva

Shiva ou Xiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brama (Brahma), o Criad...


Novamente tudo se dissolve
E Xiva demostra todo seu poder
Reencarnações de destruição
Insistem em subsistir

Ó grande deusa
Do equilíbrio e do fim
Designifique-me até um ser
Que seja capaz de renascer

E que a morte,
Essa que embeleza tua vida
Seja sempre guia
Para luz, sol que irradia

Ioga, chacra, salve rei
De todos os deuses e belezas
Tu só és a mais temida
Porque a morte é teu zelar

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Abandone seus amigos


Atividades, desenhos, moldes, cânticos, vídeos e joguinhos bíblicos para o apoio do Ministério Infantil da Igreja.


Abandone seus amigos.
Vá ao cinema sozinho.
Sente na praça.
Faça um lanche.
Leia duas páginas de um livro debaixo de uma árvore.
Porque não importa terminar,
Mas sempre continuar.
Tome vinho só
Ao som de uma música ruim.
Algumas coisas só têm seu valor no silêncio.
Abrace um desconhecido.
Fique em casa.
Saia.
Busque a alegria da solidão.
Não tenha medo.
Aceite que você é uma péssima companhia
E se leve pra tomar um porre.
Vá ao museu.
Um musical.
Exposição de arte.
Ande.
Ande sem rumo.
A vida já tem tantos propósitos
Uma noite a esmo não vai fazer falta.
Descubra suas qualidades
Mas ainda mais seus demônios.
O melhor inimigo é aquele que conhecemos.
Diga sim para o que não quer
E foda-se onde isso pode dar.
Decore um poema.
Um verso.
Cite uma frase.
O mundo é carente de novidades.
Aprenda uma piada sem graça.
Seja só e não tenha medo da verdade.
Esqueça os clichês.
Corações solitários batem com mais dúvidas
E enfartam com fúteis certezas.
Depois volte.
Mas acima de tudo,
Nunca esqueça de ir.

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...