domingo, 5 de abril de 2009

The Continued a Mesma Merd - Charles Sophie


Indigna-me acordar de manha e assistir aos jornais. Não estou falando das atrocidades ou novelas sem sentido ou fim, estou falando de outra coisa. Creio que você que vê o que escrevo, já passou pela mesma situação.

Nos últimos dias, tenho visto o índice de crueldades aumentar relativamente. Junto com elas, vejo também a quantidade de críticos que caem matando em busca de uma brecha para demonstrar seu ponto de vista. Não críticos concursados de palitó e gravata que se apresentam na mídia, digo dos críticos mais próximos. Ouço todos os dias pessoas criticando o sistema que causa a fome, a guerra, o desemprego etc, porem essas mesmas pessoas se refugiam atrás de suas mascaras pérfidas dizendo que sentem muito quando na verdade não estão afim de mover um dedo sequer. Não estou de maneira nenhuma atacando o livre arbítrio de falar, porem, aquieto-me ao ver tanta ignorância.

A desumanidade humana se tornou tão normal que vivemos como seres. Falar como é horrível o mundo, parece dar um alivio no peito, assim não preciso fazer mais nada, apenas falar meu ponto de vista.

NUNCA vão ter coragem para saírem de suas gaiolas, mas e daí?! O que importa, é que falem.

sábado, 28 de março de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

O Silencio... - Charles Sophie


Perguntei-me o pior momento da vida

Respondi-me de imediato;

O intervalo

Nada se muda

Não se cria

Não se trabalha

Não se apaixona-se

Não se sonha.

Intervalando-se o homem cai na realidade

Concordei, lógico, comigo mesmo

Barulho pior que o silencio do intervalo

Não há...

Não espere......

Não, não, isso não.

O intervalo é o pior.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Passarinho - Charles Sophie


Nesta tarde um passarinho pousou no meu espelho
Ontem pousei na beira mar e vi a lua se por
Foi-se deitando, desfalecendo, com brilhos belos
Brilhos fracos.
Com ela iam as estrelas e a escuridão
Com ela meu coração
Porque não estavas lá, ao meu lado?
Deixou-me só a beira mar, pousado nas idéias!
Reflete em min teto do universo, avista-me.
Ajude minhas asas a bater, voar, voar, voar...
Teto sem teto, sem fim, sem respostas... apenas angustiante.
Dentro de min a Eternidade do Pousa-Luar.
Passeia por min um passarinho que segue – também – o luar
O passarinho se foi,
O Luar foi dormir...
E continuo sentado, sem ninguém, a beira mar.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

De volta....


Ola meus queridos leitores,


Estava meio fora de ar graças a uma viagem espetacular, mas.... Estou aqui de novo. Daqui uns dias voces vao poder ler algumas das historias dessa viagem cheia de aprendizados e casos...hehe.


abçs

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Conto 2 - Desejo...


Eu, filho de um estupro de uma noite madrugada, perdi minha mãe no parto. Sendo mãe um aborto de seu filho, nunca fui bem aceito por minha meia família.
Doado para orfanato e renegado novamente pelas crianças que ali ficavam, por ter uma certa deficiência no rosto, talvez herdada de meu querido pai insano do qual não conheci, não me tornei lá muito sociável. O tempo passou, só para min, as vezes lento e as vezes rápido. Na falta do que fazer, sentava na escada do pátio e observava as crianças brincarem, sorridentes, alegres, com seus belos rostos órfãos porem felizes. Ali ficava imaginando, se todos fossem como eu?
Com o tempo, sem ser muito vigiado pelos tutores da casa, tornei-me um grande admirador do esdrúxulo. Observava algumas deficiências minúsculas e as exacerbava em minha mente ate que ficassem maravilhosas e inovadoras. Certa feita sonhei ter criado uma doença para humanos. Sentiriam fome, mas fome de sua própria carne. Renegariam tudo e um desejo animalesco o fariam devorar seus próprios dedos e partes. E enquanto mastigavam sua carne, em dores e desespero, sentiriam dor na alma. Uma tristeza por terem plena consciência da depravação e auto destruição que estariam fazendo. E chorariam, chorariam, chorariam, mas nunca parariam de comer, ate que caíssem no chão, desfalecidos.
Aos dezoito, este sonho era dominador.
Preparei-me o observei meu primeiro objeto de experiência. Uma mocinha também órfã. Era bela, ruiva de olhos castanhos e de baixa estatura. Seu corpo era perfeito, porem em seus lábios existia uma pequena, não, minúscula cicatriz quase invisível que despertara um amor desconhecido dentro de min.
A vigiei durantes noites a fio. Não podia despertá-la em seu quarto, pois com ela tinham mais três. Esperava que saísse na madrugada para ir ao banheiro. Era uma reza. Ficava na sombra do corredor, não tinham falta de min em meu quarto então todo o trabalho já estava quase feito. Só me faltava a vitima.
Não inventara minha doença, mas poderia eu, ser a doença devoradora.
A noite chegara. Não havia lua no céu e não chovia. A moça, como era previsto, saiu a ir ao banheiro com sua camisola branca uniformizada. Esgueirei-me pelas sombras do comprido corredor sincronizando cada passo com a euforia de meu coração e os passos da bela deficiente. Palpitava meus poros vendo aquela sombra noturna a desfilar tranqüilamente ate a porta do toillet. Entrara. De fora, ouvindo como ladrão de jóias a minha doce donzela, ficava colado na porta esperando a hora exata de sua saída. Em minha mente passava as imagens do futuro de nós dois. Depois de adormecê-la, iria destacar sua pequena cicatriz, depois faria algumas poucas em seu rosto, puxando meu pequeno estilete, de seus olhos ate seu afilado nariz. Meus olhos reviram-se como num orgasmo súbito, delirando ali com o desejo de mastigar suavemente seus pequenos dedos, dilacerando delicadamente sua pele com meus dentes. Parado ali, frente à porta do banheiro, viajando em minhas situações futuras, inconscientemente, comecei a lamber-me como um felino. Transferira o ilusão para o real. Não podia mais esperar sua saída. Demorava de mais. Arrombarei? Não! Poderiam escutar-me. Porem não podia esperar outro dia. Lambia-me cada vez mais. Delirando como amante da dor. Saia. Saia. Saia. Que diabos de demora. Sentia a gostosura de meus braços em minha língua. Passava a mão em meu rosto deformado e lambia os dedos para tirar o máximo de minha própria deformidade. A min. A min. A min. A min. Escorregava pela parede ate o chão sentido como cão faminto seu bife. Não! Não posso! Cravo-me descontroladamente meus caninos no antebraço. Ah que dor horripilante. Mordia-me cada vez mais, ali no escuro do corredor. Em poucos segundo de prazer uma poça de sangue me cercava com seu escarlate. Com um pouco de trabalho arranco-me o mindinho. Ah que dor. Prazer sexual de canibalismo pessoal. Mordo-me mais e mais. As dentadas enfraquecem a cada instante. Não. Não. Não. Não. Não terminei. Deitado no chão envolto a sombra da noite, esforço-me para morder mais, mas não consigo. Desesperado começo a chorar por não conseguir mais meu próprio ser. Insisto. Insisto. Insisto. Lagrimas de desesperado misturam-se no chão com sangue coagulado. Dilatando minha pupila fica, cada vez mais como animal faminto.
Entrego-me.
Vou vendo a escuridão escurecer. Com os olhos baixos e boca ensangüentada, fico observando meu grande amor, meu desejo maior, minha esperança de vida, terminar sua reza noturna e ir andando pelo corredor para seu leito. Sem sentir minha presença, sem notar que existi, vai ela, indo sonhar novamente.

Guarda-Sol...

Pra que guarda-chuva?
Você usa um e só não molha o penteado.
Talvez sirva pra proteger a mente
Assim terá mais coragem.
Molha os pés, braços
Cintura e tudo mais
Porem a idéia permanece seca,
Sã.

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...