segunda-feira, 11 de novembro de 2019

IGREJA DE DEUS NO BRASIL, pare de roubar seus membros

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Antes de mais nada; As palavras que virão em seguida, são resposta a um silencio que de todas as maneiras não quis ouvir. Já de antemão peço desculpas para todos os envolvidos e participantes da instituição religiosa. Saibam que vocês, que negaram meus pedidos, são os principais componentes deste desabafo. Aos lideres pensantes desta igreja, que indiscutivelmente não me deram outra opção a não ser este texto, peço perdão. Perdão por possivelmente estar errado mas não ter o direito de saber, e deixo aqui claro meu maior desejo; estar errado no que digo. A esses voltarei de joelhos com prantos e arrependimento por não ter confiado em suas palavras. Dito isso meus amigos, provem meu pecado e me mostrem meus demônios, pois até então, minhas súplicas não foram ouvidas. Com exclusividade, lembro, que essa escrita parou primeiro na mão de quem poderia me dar respostas. Caso você, que me lê, não seja parte da ponta da pirâmide, continuo sem respostas e aquilo que alguns chamam de “diabo” ainda esta governando a Igreja de Deus no Brasil.
“Cento e quarenta mil nem é tanto dinheiro assim e nem paga o trabalho que da”. Essas foram as palavras que ouvi, numa negociação comercial do qual fui CONVIDADO a participar dentro da instituição, quando questionei sobre o porque que minha condição que traria uma economia de mais de R$140.000,00 (cento e quarenta mil) e com quesitos superiores não foi aceita pelo suposto conselho de pastores do qual em nenhum momento obtive contato. Após dias de visitas e buscas comerciais cansativas para conseguir um preço imbatível e condições superiores na negociação, o dinheiro parou de importar. Naquele momento percebi que a questão ali não era mais ganhar o contrato, mas sim, encontrar a verdade.
Por anos meu pai tem sido um pastor focado e dedicado na sua labuta. Eu, por minha vez, tive uma participação ativa dentro da IGREJA DE DEUS NO BRASIL, com trabalhos religiosos e intensos, na crença de que estava salvando o mundo. Nesse trajeto, me deparei com pessoas que realmente acreditavam naquilo pelo qual lutavam. Doavam suas roupas, bens, objetos, muito dinheiro e o mais importante; seu tempo. Saiam nas madrugadas com sopas em seus carros, visitavam asilos, orfanatos e defendiam com ardor seu deus. A esses meus grandiosíssimos parabéns. Mas sinto dizer que seu sacrifício não tem valido a pena.
A igreja que tanto vocês reverenciam, defendem e se estapeiam para manter de pé, cospe em seus sacrifícios diários. Uma igreja que escarra nos seus dízimos e ofertas sem se preocupar como e o que foi deixado em segundo plano por um de seus membro para que eles pudessem menosprezar míseros cento e quarenta mil (R$ 140.000,00). Qualquer instituição privada e com foco capitalista tem total direito de decidir o que bem quiser com o dinheiro que conquistam, seja como for, e escolher por motivos particulares as escolhas que tomam para sua empreitada. Porem, uma instituição religiosa, que grita de seus púlpitos salvação e sacrifício para suas ovelhas pedindo tostões infinitos para garantirem a eternidade de suas almas, no fim das contas, pouco se importa com moedas que podem fazer a diferença na vida de milhares de fiéis.
Membros e participantes, não estou aqui para julga-los e entrar em disputas sobre suas crenças. Os respeito e peço que nunca parem de fazer o bem, seja ele como for. Pelo contraio. Venho tanto com indignação como com pesar. Conheço uma boa parte dessa massa religiosa e sei que seus esforços, na maioria das vezes, tem sido verdadeiro. Mas caso continuem fingindo cegueira, assim como seus lideres, provavelmente conheceram o inferno que tanto temem.
A IGREJA DE DEUS NO BRASIL tem enganado seus fiéis gastando dinheiro desnecessário, sem nenhum motivo aparente, cobertos e protegidos por regras de hierarquias que NINGUEM tem coragem de questionar. “Um ninho de vespas”, como dito por um de seus membros participantes dessa cúpula. Em um contrato absurdamente simples que traria uma economia direta de mais de R$ 140.000,00 (CENTO E QUARENTA MIL REAIS) fora os demais bônus para seus “beneficiados”, que para ser executado seria necessário APENAS  a assinatura do líder maior deste ninho, me fiz uma pergunta; Quantos dízimos e ofertas tem desaparecido nessa casa de canetas valiosas?
Minha indignação transcende o capital, o pessoal e seja la qual for a desculpa que alguém poderia dar nessa situação. Minha ira vem da alienação, da manipulação e da enganação que meus amigos e familiares tem sofrido por obedecer a olhos cegos uma igreja que tem repetido os mesmos erros de seus antepassados. A destruição de seus membros através da ignorância, se fortalecendo da fé ingênua de uma massa que todos os dias tem depositado a esperança de um mundo melhor em seus envelopes e em seus olhos lacrimejados. Minha ira vem da impunidade arrogante de mini deuses que imaginam saber qual o melhor caminho que um povo sofrido e desesperado tem que seguir mesmo que eles, protegidos pela suposta divindade, não podem ser contestados por estarem perto demais do Todo Poderoso.
“Você acha que eles vão acreditar em você ou no bispo?”, outra frase que me atravessou os tímpanos quando questionei todo esse absurdo que acabo de contar. Meu caro, você que me recitou essa frase, digo; não quero que acreditem em mim, quero que acreditem na verdade. E acredite, o povo tem fome da Verdade. 
Dito isso IGREJA DE DEUS NO BRASIL, quantas almas valem CENTO E QUARENTA MIL REAIS?

terça-feira, 20 de agosto de 2019

4 anos de Amor

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Já faz 4 anos e ele ainda não morreu. Acho que to sendo um bom pai. Cuidar de uma criança é basicamente não deixar ela morrer de alguma forma. Tipo um Tamagochi, só que sem a parte de ressuscitar, isso deixa as coisas um pouco mais tensas.
Ele já tá cheio de trejeito, mania, vontade. Tá sabendo explicar suas negativas e ficando puto quando mal compreendido. Crianças são um inferno. Você tem que interpretar, ensinar, traduzir, ensinar novamente e torcer pra que ela entenda. Tudo isso sem causar nenhum trauma sério, porque trauma você vai causar de todo jeito. Ter filho é isso aí.
Não me preocupo se vou formar um médico ou professor. Um gari, garçom, ou pior, político. Tenho pensado se ele vai ser o menos humano, com menos raiva desnecessária ou orgulho bobo. Se ele vai conseguir resolver suas questões e tentar crescer com elas. Se ele vai conhecer o silêncio do abraço de luto, a brisa do pôr do sol ou o calor de um coração apaixonado. Não quero que ele “vença na vida”, mas que vença sua própria vida, o que já é uma tarefa absurdamente árdua.
Meu filho, se um dia ler isso aqui, saiba que você pegou o pai em promoção que vinha com defeito, burro e difícil de lidar, mas com o melhor cafuné que você poderia receber. Afinal, cuidar é dar aquilo que a gente tem de melhor.
Te amo.

Morte e Luto - A desgraça da Vida

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Quando minha mãe morreu fiquei seis meses de luto sem saber. Hoje eu sei disso.
A morte é diretamente triste. O fim por si só já é difícil, pior ainda é lidar com algo que nunca mais vamos ter de volta. Esse é o dilema da saudade de quem perdemos pra sempre.
O luto é algo que ainda é motivo de estudo e muito mal compreendido por muitas pessoas. O que dizer ou fazer depois da morte de alguém bem quisto, existe alguma formula pra isso? Alguns concordam que não, mas uma coisa é certa; nem a resposta correta seria a solução.
A dor de quem fica é algo que entra naquele padrão de “não consigo explicar”, literalmente. Nunca conheci sinais linguísticos que traduzam a magnitude da rasteira da vida. Minha única explicação é a comparação com uma dor de dente. Sabe aquela dor que só dói quando você lembra? Então. Está lá, tem algo errado, seu corpo já aceitou aquele incomodo natural mas as vezes dói. E dói bastante, acredite. Uma pena não existirem dentistas da alma.
Pior do que ter percebido meu inconsciente semestral, foi ter que assumir isso, “Não acredito que cai nessa”. Como falei, difícil explicar, mas a morte me deu um tiro na testa e após um longo tempo voltei dos mortos sem entender nem saber o que tinha acontecido direito. Falei e fiz coisas que talvez não faria em sã capacidade mental. Talvez o instinto de sobreviver me fez levantar e deitar durante esses dias. A responsabilidade de filhos, empresa, família, amigos ajudaram na labuta diária, talvez eu demorasse mais tempo para perceber isso sem esses fatores cotidianos.
Após minha experiência trágica, consegui sangrar com os que passam do mesmo mal. Descobri que não existe palavra que ajude, não existe explicação, não existe motivo, não existe cura, não existe uma pessoa se quer que possa solucionar a grande questão do adeus.
Aos que (ainda) não passaram por esse caminho, desejo-lhes força, inteligência e um pouco de humor para o grande dia. Aos outros desgraçados por esse privilegio, lamento. Sofram, não há outro caminho. Morram e sintam esse buraco enorme que ficou ai dentro. Coloque aquela música que lembra, cheire as roupas, escreva cartas, saia sozinho, chore com os amigos e desacredite de possibilidades de futuro. Se a dor de morte dói, deixa doer, não existe outro caminho. Infelizmente não há discurso que nos livre disso. Mas se posso contribuir na sua caminhada, lhe aconselho; aceite.
Nós já nascemos morrendo. O tempo conta nossos méritos, julga quando quer tirar nossas conquistas e não há nada que se possa fazer além de aceitar. Sei que é difícil meu amigo, te entendo, mas acredite, parar agora é desperdício de vida e antecipação de morte. Ninguém nos ensina a dizer adeus, e quando isso acontece fica difícil de lidar. É cansativo e doloroso o caminho do luto, mas não pare de se mover.
Prometeu foi um titã na mitologia grega que foi condenado pelos deuses a ficar acorrentado em uma pedra tendo seu fígado comido por uma águia todos os dias, e todos os dias seu órgão era regenerado para um novo banquete. A morte traz essa condenação, dor eterna sem possibilidade de livramento. Acorrentados e incapazes só nos resta sentir as dores na carne e lamentar. Eu gostaria de terminar aqui com uma frase legal que te ajudasse a caminhar, mas só posso te dizer que quando você parar de sofrer, a saudade vai tomar esse lugar, e ainda que dolorida, será muito mais reconfortante. Isso é viver, escolher a dor que se quer sentir. Escolha aquela que combina mais com você.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Intervalo

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Penetrei tua pele
Tua alma
Tua dor
Mastiguei teus traumas
Devorei tuas angustias
Consumi restos de ti
Tua boca salivava ideias
Teus dedos tocavam o futuro
Seus gritos soavam um pedido
Que atendi debruçado em seu seio
Nossas mentes se lambuzaram
No suor do aconchego da morte e vida
Um salto de desejo improvável e incapaz de acabar
Quase um sonho
Metafisico
Transcendemos os ideais dos amantes
Meu corpo nu no teu
Meu olhar cego no teu
Nossas almas eternas
Em nós.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Um amigo verdadeiro

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Começou um pouco depois do verão de sessenta e sete, assim que as vozes pararam.
Primeiro comecei a deparar-me com ele nos corredores. Sempre muito simpático e gentil, uma pessoa que alguns diriam ter uma boa energia. Não me lembro ao certo quando começamos a conversar, talvez minha mente apagou como faz com traumas muito intensos. Começamos a estudar juntos e suas ideias me impressionavam cada vez mais. Seus pensamentos sobre a solução da problemática da fome, a política de mercado do país ou suas inspirações sobre o amor me deixavam sempre com um ar de que o mundo precisava conhecer aquelas ideias.
Não sei se por falta de interesse ou por acaso, sempre que citava as conversas sobre ele com meus outros colegas, se faziam de desentendidos ou tentavam assimilar de quem estava falando. Uns “o de blusa azul?” ou “não me lembro de ter visto” sempre eram ditos após eu falar dos assuntos que ouvira de meu confidente. Coincidentemente, sempre que o chamava para apresentar aos outros, ele estava ocupado com uma nova ideia ou uma aula que não podia perder.
Dizia que estava lá fazia tempo mas sempre que eu comentava sobre ele com os outros, a questão sobre quem era o protagonista ficava sem resposta. Eu não entendia como alguém que passava horas e mais horas contando sobre tantas coisas importantes e uteis não era ouvido como deveria. Como ninguém ainda o conhecia? Foi ai que tudo começou.
Numa tarde questionei sua falta de vontade de se entrosar com outras pessoas e tive como resposta; “um homem só, é um homem mais útil”. Confesso que concordei, talvez já pelo excesso de simpatia ou por me identificar demais com tantas palavras que já havíamos trocado até ali. Afinal, amigos aceitam. Mas durou poucos dias.
Na tarde de quatorze de janeiro o interpelei nos corredores e sem avisar para onde ia o deixei cara a cara com meus amigos; “pronto, agora vocês conhecem o rosto dono das histórias que sempre digo”. Minha espinha ainda dói quando lembro, podia sentir aqueles olhares.
Ninguém o via.
Alguns trocaram vistas franzindo a testa, tentando disfarçar a cena que presenciavam enquanto eu inutilmente mostrava um fantasma. De pé no centro da atenção da roda, revelando algo que nunca existiu, senti um frio nas juntas do joelho. Meu amigo confidente era fruto de minha própria solidão.
Ainda ali sob o os olhares de julgamento da plateia que eu mesmo criei, catatônico e incrédulo, olhei nos olhos de minha imaginação meio triste meio congelado:
- Você não existe... – lamentei.
- Você também não – tocou em meus ombros, virou as costas e partiu.
Ainda o vejo nos corredores. E confesso doutor, que vez ou outra suas histórias ainda me prendem.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Tereza

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Querida Tereza,

Sei que deve estar surpresa a receber essa carta, já faz algum tempo que não escrevo. Porém, a situação mudou e me obrigo a dizer o que irei lhe dizer. Entendo sua hesitação em me ouvir e espero que não rasgue esta carta antes de terminar de lê-la.
Desde minha partida na primavera, sinto como se minha mente e coração nunca estivessem subido no trem. Meu trabalho aqui tem sido árduo e diariamente me pego fazendo algo errado por ter os devaneios na sua pessoa. Minhas noites no galpão são solitárias e minha única salvação é uma janta que tem sido meu único momento de paz no dia. Quem diria. A felicidade num prato recém vazio. Alguns colegas de trabalho tem perguntado sobre minha vida particular, mas não me dou ao luxo de replicar novamente histórias que já me cansam os ouvidos. Isso tem me deixado com a fama de alguém de poucos amigos. Mal sabem eles o tamanho de minha lepra.
Mas não quero lhe encher de assuntos cotidianos sem sentido, lhe escrevo apenas para uma coisa; Eu te amo Tereza.
Nossas vidas cruzaram e momento certos demais e a perfeição não é do costume de muita gente. Tenho saudade de seus afetos e poemas, de te ver dormindo nas tardes frescas, suas caretas e vícios. Tenho saudade de você Tereza. Nossas almas infelizes gargalhavam de solidão. Vez ou outra me pego repetindo seus atos que ficaram cravados em meu personagem. Escrevo com uma pena e pouca tinta, me desculpe caso não fique claro algumas palavras, a luz vem de uma vela já quase a findar. Mas nenhuma escuridão me atrapalha tanto quanto a de minha alma. Em poucas horas as sirenes vão tocar e voltarei a labuta, e não sei em quanto tempo terei essa leitura em suas mãos, nem ao menos se sairá de seu remetente. Então me limito a resumir minhas tristes vontades a um papel, uma pena, uma vela e uma esperança que não queima mais que esse pavio que me ilumina.
Tereza, se algum dia me libertar desse campo de concentração, quero te encontrar e lhe amarrar em meus braços para que sintas meu coração morrer de tanta vida. E se acaso nosso encontro não ocorrer saiba que sempre lhe amei, pois várias me tiraram as vestes mas só você me desnudou a alma.

sábado, 27 de julho de 2019

Intervalo...


Não fizemos nosso filme
Nem gravamos nosso romance
Não poetizamos nosso sexo
Nem recitamos nossa historia
Não declaramos nossa inocência
Nem gritamos nosso amor
Quem parte assim?
Com tanta vida pra traz.
Só os tolos
Só os sábios
Só os loucos.

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...