sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cidade dentro de Mim...


Hoje estava caminhando pelas ruas da cidade, costumamente, sem preocupaçoes ou surpresas. De relance, como numa sensaçao de sonho, aqueles que sabemos que sonhamos mas duvidamos de tal, noto os cidadaos estranhamente caminhando. Digo a voce que nao elocubro sobre loucuras de meu subconciente, falo de fatos vividos por estas vistas que o universo criou com tanto esmero. Para entenderes melhor, relato sobre uma louca que passaste por mim dissertando sobre os seres e a filosfia. Louca. Falava só. Seus olhos fixados no nada e com totais convicçoes defendia seus ideiais como se morresse. Normalmente afastei-me e sem querer esbarro em outro individuo nao tao comum. O homem de barbas brancas e olhos cansados queixava-se de sua vida. Murmurava palavras estranhas como se nao quisesse saber o que sabia em frases confusas e turvas. Confesso que a tensao bateu meu coração. Como pode, duas figuras ta parecidas e tao juntas uma da outra? Mas nao acabo por ai meu leitor. Sem precisar caminhar muito, aparece-me varios moradores desta minha cidade. Ate ai tudo bem, mas algo estranho ocorria. O que irei falar agora, nao é necessario que entendas ou acredite, mas ouça, conto firmemente sem mentir. Enquanto caminhava, eles me observavam e porfiavam baixinho como se armassem para esta alma ignorante dos fatos. Caminhei depressa, ja com o pulsar mais rapido. Eles me acompanhavam e continuavam a falar. Logo sem demorar fui cercado por esses individuos totalmente desvairados. Falavam sobre amor, felicidade, dinheiro, mulheres, desejos, sonhos, pessoas, falavam sobre MIM. Chegavam cada vez mais perto, com seus olhos fixados nos meus, como urubus na carcaça. Desesperado rebatia-me contra eles tentando me livrar daquela roda de horror, porem sem nenhum tipo de resultado. Seus olhos me acusavam, me julgavam e me defendiam. Eram homens e mulheres de todos os tipos de face. Eu em choque gritava perguntando o que queriam, como zumbis me ignoravam. Eles falavam, falavam, brigavam e riam de mim. Num grito de loucura maior tampei meus olhos e esperei o pior. Nao duvide amigo do que te digo, pois apos o surto tudo que ouvi foi o silencio. Abri os olhos lentamente e uma figura de um homem de boa aparencia me olhava friamente. Este um tanto parecido com todos os outros disse-me algo imortal; Voce é voce, eu sou voce... A cidade é voce!

Intervalo...

O interesse do homem, creio eu, nao esta nas grandes conquistas
Ou no alcance da meta em si.
Esta na busca, na adrenalina daquilo que ainda esta a frente.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Monte 23....

Ao pé da arvore
Ouço as batidas dos corações das borboletas
Os trava lingua dos passaros
E relembro
Lembro
Do passado
Sem som, quase nu de esperança
Espero sozinho o vento
A brisa, o perfume das flores
O latir das arvores e suas folhas
De olhos fechados esqueço-me
aguardo
reguardo
Nada mais importa
Somente o som, as cores, o nada
Ai há o encontro
Do vão
do céu
Do verdadeiro imaginario dentro de mim
A fragilidade do perfume, da fragancia....
do Xero!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ao Relento...

O silencio... Ah o silencio. Este balbucia em meus ouvidos fuxicos das mentes delirantes de alguem insano. Nao tenho sono, este, ja distante, foge de mim todas as noites como a lua do sol. Na parede, os retratos parecem se mover, seguindo pausadamente como numa valsa, a historia das fotografias foscas de meu passado. O criado mudo ao meu lado sustenta uma vela quase nua de luz. Meus olhos ainda despertos, nao piscam nem choram de tanto orgulho. Resta-me ficar a companhia de minha propria pessoa. Pior dos pares. A cidade ainda da seus ultimos gritos de luxuria e vaidade. De um pulo, observo, meio turvo, algo projetar-se na parede. Sera que ja durmo?! O peito esquenta numa angustia distinta como de um afogado. A ponta dos dedos esfriam e meu respirar é abafado pelo frio. Vieste a morte me buscar? A sombra se propaga pelo teto, em cima de mim, me cobre com um breu de desespero. Meus olhos ja descontroladamente nao se fecham de tamanho espanto. Meu corpo, ja nao meu, nao responde meus comandos. E eu... Sem querer, agora durmo ao relento.

terça-feira, 29 de março de 2011

Intervalo... - Charles Sophie

Nota; Em princípio, voltamos sempre pra onde saímos.

Um poema triste...


Tome, sente ao meu lado, e tome este brinde de solidao
a vida de andarilhos como nos
nao deve amanhecer como os lobos
mas sim morrer na escuridao.

Um gole serve pra expressar nossa antipatia
ante tanto desencanto e desespero
os demais sao de proteção contra a alma
e as madrugas de pesadelo.

Se perguntares porque me deito ao delirio
te respondo, meu caro, sem demora
é porque uma moça linda
em meu peito ainda mora

E essa por sua vez
nao me sente nem me nota
se esquece quando chego
e quando ve ja fui embora

Hoje tento de tantos modos
chamar sua simples atençao
mas seu jeito de menina
nao conhece o proprio coração.

E te digo pra um final
entre tudo que passei
essa moça a quem amei
me deixou aqui sozinho
mas nem por um instante que seja
deixei eu de dar
todo o meu carinho.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...