terça-feira, 27 de julho de 2021

Pausa de Semibreve

 



A boa poesia nunca se entrega.

A sutileza está nos detalhes do silêncio.

Nos instantes repentinos,

Naquilo que não é dito.

 A graciosidade do tempo perdido

A sensação de que não foi,

Mas partiu. 

Ao bom leitor resta a meditação.

O estudo profundo na pausa.

E também, a angustia do esperar

O som que, talvez, venha soar.

E ao poeta, desprovido de todos os sentidos,

Só resta confabular no breu,

Imagens daquilo que nunca lhe será dado

Mas que sempre lhe pertenceu.


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