quarta-feira, 22 de junho de 2011

Monte 23....

Ao pé da arvore
Ouço as batidas dos corações das borboletas
Os trava lingua dos passaros
E relembro
Lembro
Do passado
Sem som, quase nu de esperança
Espero sozinho o vento
A brisa, o perfume das flores
O latir das arvores e suas folhas
De olhos fechados esqueço-me
aguardo
reguardo
Nada mais importa
Somente o som, as cores, o nada
Ai há o encontro
Do vão
do céu
Do verdadeiro imaginario dentro de mim
A fragilidade do perfume, da fragancia....
do Xero!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ao Relento...

O silencio... Ah o silencio. Este balbucia em meus ouvidos fuxicos das mentes delirantes de alguem insano. Nao tenho sono, este, ja distante, foge de mim todas as noites como a lua do sol. Na parede, os retratos parecem se mover, seguindo pausadamente como numa valsa, a historia das fotografias foscas de meu passado. O criado mudo ao meu lado sustenta uma vela quase nua de luz. Meus olhos ainda despertos, nao piscam nem choram de tanto orgulho. Resta-me ficar a companhia de minha propria pessoa. Pior dos pares. A cidade ainda da seus ultimos gritos de luxuria e vaidade. De um pulo, observo, meio turvo, algo projetar-se na parede. Sera que ja durmo?! O peito esquenta numa angustia distinta como de um afogado. A ponta dos dedos esfriam e meu respirar é abafado pelo frio. Vieste a morte me buscar? A sombra se propaga pelo teto, em cima de mim, me cobre com um breu de desespero. Meus olhos ja descontroladamente nao se fecham de tamanho espanto. Meu corpo, ja nao meu, nao responde meus comandos. E eu... Sem querer, agora durmo ao relento.

terça-feira, 29 de março de 2011

Intervalo... - Charles Sophie

Nota; Em princípio, voltamos sempre pra onde saímos.

Um poema triste...


Tome, sente ao meu lado, e tome este brinde de solidao
a vida de andarilhos como nos
nao deve amanhecer como os lobos
mas sim morrer na escuridao.

Um gole serve pra expressar nossa antipatia
ante tanto desencanto e desespero
os demais sao de proteção contra a alma
e as madrugas de pesadelo.

Se perguntares porque me deito ao delirio
te respondo, meu caro, sem demora
é porque uma moça linda
em meu peito ainda mora

E essa por sua vez
nao me sente nem me nota
se esquece quando chego
e quando ve ja fui embora

Hoje tento de tantos modos
chamar sua simples atençao
mas seu jeito de menina
nao conhece o proprio coração.

E te digo pra um final
entre tudo que passei
essa moça a quem amei
me deixou aqui sozinho
mas nem por um instante que seja
deixei eu de dar
todo o meu carinho.

sexta-feira, 4 de março de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Magnólia....


Tudo bem. Em pontos concordo contigo. Mas pense bem; Por mais que amar seja uma variedades de adjetivos admirados em uma pessoa ou o conjunto de defeitos suportaveis de um outrem amante, deve-se estipular uma Ideia Fixa. Sim, uma Ideia Fixa. O que seria?! Ora, a Ideia Fixa é ponto crucial do involucro de alguem. Aquilo da qual nao se pode desaperceber. Imagine só se eu considerasse uma nuvem apenas algo branco, lindo, que flutua parecendo dançar em meio ao ceu, quase um algodao vivo que despeja sua beleza em formas e suavidades. Isso seria a verdade, negar seria loucura. Porem como nao notar tambem a complexidade de sua formação quimica e o imensuravel trabalho de suas goticulas em se manter no ar. E o melhor e mais profundo é que suas formas nao sao dadas a todos, somente aos observadores, aos fidedignos que nao se cansam de imaginar coelhos, pombos, arvores, dragoes, flores e ate rostos em suas plumas. Isso sim, penso eu em minha singular ignorancia, é amar alguem. Poder ver alem de qualidades e defeitos algumas coisas mais complexas; gostos, tiques, manias, olhares, formas. E o melhor, como um sonhador caçador de nuvens poder usurpar de suas facetas coisas desapercebidas ate para seu companheiro. Um exemplo?! ora bolas, nao me chatei. Tu ja aprecias-tes aquela nuvem ali, logo atras de ti?! Se te indagares o que ves me diras possivelmente que és uma pintura no ceu de um passaro com asas abertas, porem eu, com olhos totalmente habitando em outra eternidade da tua irei dizer que sua imagem mais parece uma Magnolia em ascensao, nascendo em esplendor, abrindo suas petalas para o mundo e que, de pouco em pouco, com o poder destruidor da suavidade do vento, vai se desfazendo como se morrese sofrendo, sem querer, para nascer em outro lugar do mundo. Assim é tambem os amores. Dizer-te algo particular de minha Amante seria discutir eternamente sobre algo da qual só eu aprecio e enxergo. Impossivel como moldar as nuvens com as maos ate que todos entendam o que tu ves. Pode ate dar, mas sem tardar viria o vento suas explicaçoes iriam com ele.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...