quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Xero...

Tu pra mim és um jardim
Tens olhadas Violetas
E beijinhos de Jasmim.

Eu e Voce...


Cumplicidade é sempre estar devendo alguma coisa
Mesmo que esta tal nunca exista.
É sempre negar os erros de sua cara metade
Ainda que impossivel de esconder de vista.

É ser suspeito eterno de crimes
Foragidos pelas ruas escuras
É lutar sem nenhum limite
Ser doente sem nenhuma cura.

É acreditar numa falsa verdade
E confiar sempre no que o amor diz
É sempre ter simploria fidelidade
E tambem nao ir quando o outro nao quis.

É dizer em pequenas piscadas,
Brigar, chorar, e rir da vida
É ser cumplice na eternidade
Na chegada ou na despedida.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Charles...

-(gargalhada) Voltou tao cedo!
-Nao pretendo ficar.
-Pelo seu olhar nao trazes boas noticias da vida.
-Seu sarcasmo é sempre tao natural.
-Foram muitos anos de treinamento. mas deixe de rodeio, me digas. Como tem sido a burrice de me deixar aqui?
-Porque perguntas se as noticias sempre chegam em ti primeiro.
-(enquanto preparava uma xicara de cha) Ainda tomas cha ou agora simpatizas com café?
Cha.
-Pois bem. envergonho-me por voce, onde foram parar todos nossos anos de conhecimento e sabedoria? Nao segues mais as leis de sobrevivencia?
-Em tese.
-Olhe bem, tu eras mais feliz só. Enquanto mendigavas com os mendigos e nao dependias de ninguem. Ate tuas drogas, putridas que fossem, nao te traziam tamanha tristeza no olhar. Me diga, o que podes ter sido tao ruim ao ponto de teres saudade de mim?
-Nao sinto saudades de tu caro amigo. apenas vim a um lugar familiar para descansar.
-Nao me faça chorar com tamanha sinceridade(velho e sarcastico). Por isso sempre nos damos bem. Mas lamento ver-te sofrer como tantos outros que nao seguem as leis de sobrevivencia.(ja alterado de ira, seria o cha?) Diga-me raparigo, quando foi que sofres-te tanto, NUNCA (levantou-se bruscamente da mesa). Agora choras como os caes por um punhado de carne. Quando amavas a solidao ate criativo eras mais, agora, mostra-se um total verme dependente.
-E quem és tu pra entender de tais coisas? só esperas o ruim e nao confias em ninguem.
-(pensei que dessa vez voce me estrangular de tao perto e cheio de odio que chegou)VIVO... sou vivo. Caminho bem com minhas pernas da razao.
-Vivo nao és. nao sabes o que é morrer de tal doença. a sensaçao é de milhares de bestas selvagens rasgando seu peito com suas presas afiadas. O ar chega a faltar e a adrenalina sobe na primeira mordida. Nao négo que vivias bem enquanto só, porem....
-Porem bosta nenhuma. Quando vejo de longe teu esforço para seres algo que nunca provou e que depois de tamanho esforço e inutilidade tu continua sendo um esterco.
-Melhor voltar outra hora (levantei-me)
-Va. Va mesmo, sei que vai voltar, só peço que volte sabendo que irias ser trocado novamente como te avisei desde o principio.
-Ate logo.
-Se ao menos me ouvisse, nao irias sentir tanto no futuro.

Encontros com charles sao sempre bem calorosos. desta ultima vez a porta bateu-se atras de mim enquanto ouvia suas murmuraçoes. por mais que o deixes onde o conheci, é como se ainda esivesses comigo... com seus conselhos estoicos e suas leis irrevogaveis.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A dois...


Eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos a tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando chimarrão e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos, juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Você iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto eu ia para o trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, você estaria se formando em letras, e eu estaria no topo da carreira naquela mesma empresa. E eu te levaria pra jantar e te pediria em casamento. E você aceitaria. E seria uma linda história de amor, apenas seria.

fonte; http://pqsim.tumblr.com

Silencio...

Aaa se tu soubesses,
Que meu coração por ti padece
Verias que nem sempre me esqueço,
E sim, que no meu silencio,
Há Amor e não desfecho.

...

Poeta bom,
É poeta triste.

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...