Infinitamente Mais
Olá, queridos amigos e leitores,
Há algum tempo uma pessoa que não é cristã e não me conhece bem me fez a seguinte pergunta: “E aí, quais são seus projetos para o futuro?”
Eu logo respondi “obedecer a Deus é o meu projeto”. E aquele rapaz respondeu quase indignado “Mas você tem que correr atrás!” - e saiu inconformado com a minha resposta, sem me dar chance de explicar melhor o que estava passando pela minha mente.
Definitivamente, até hoje, tudo de que eu “corri atrás” se tornou fonte de frustração e muitas lágrimas. Eu aprendi, vivendo um dia de cada vez, que os sonhos de Deus são realmente, como diz a Bíblia, bem mais elevados que os nossos; e os propósitos dEle, infinitamente melhores. Descobri também que às vezes persegui a coisa certa com a motivação errada – como, por exemplo, a minha autopromoção, atrair o olhar das pessoas pra mim ou simplesmente competir, como se o meu valor estivesse atrelado àquilo que eu faço e não à quem eu sou em Cristo.
Não estou querendo aqui fazer apologia à preguiça ou comodismo. Falo de realmente procurar escutar e obedecer a vontade de Deus e deixar que Ele mova os nossos corações com a motivação correta, que é a expansão do Reino de Deus fazendo o amor de Jesus Cristo conhecido não apenas com as nossas palavras, mas também por meio dos relacionamentos interpessoais. A vida só tem sentido quando vivemos por algo maior do que nós mesmos. Os dias se vão tão rapidamente que corremos o risco de passar a vida inteira caminhando em círculos, como fez o povo de Israel entre o Egito e a terra prometida. Nossa rebelião, presunção e orgulho podem nos aprisionar no deserto, como fizeram com os israelitas.
Tenho vivido dias em que sou surpreendida pela bondade de Deus. Não corri atrás nem sou merecedora, não sou melhor que ninguém, mas o Senhor me presenteou com uma temporada de gravações em Nashville, de onde estou escrevendo agora. Encontrei-me com a minha querida amiga Ana Paula Valadão; gravei com uma grande amiga, a Luciane, sobre seu testemunho de vida; e também tive a honra de entrevistar dois ministros de louvor que sempre trouxeram um profundo impacto à minha vida: Rebecca Saint James e Ron Kenoly. Simplesmente surreal. E o que eu fiz pra chegar até aqui? Disse ao Senhor: “Eu confio em Ti, me entrego a Ti, faça da minha vida o que o Senhor quiser fazer”.
Certamente este é um caminho de renúncia, principalmente ao meu próprio ego. Mas negar a mim mesma tem sido maravilhoso, pois a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável e muito mais elevada que a minha. Talvez você esteja vivendo um tempo de renúncia ao seu ego, aos seus planos, à sua vontade, aos seus prazeres e este esteja sendo um momento difícil pra você. Mas eu quero te encorajar: vale a pena! Deus sempre nos surpreende, pode confiar! Sinto-me em estado de graça.
Realmente Deus faz infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. Quando Ele mandar não tenha medo, caminhe sobre as águas.
Grande beijo,
Helena
terça-feira, 22 de setembro de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Brinco... - Charles Sophie (Fragmentos)

Brinco hoje de entender;
De saber o que sentes por mim
De pensar nas minhas ideias
O quanto sonhas sem fim.
Brinco hoje de saber;
Saber teus pensamentos
Saber o que queres
E fingir que nao entendi.
Brinco hoje de culpado.
Culpado por nao responder
Aos seus lamentos e gritos
Que sempre brincaram de se esconder.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Intevalo...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Partitura...- Charles Sophie

No começo assim em mim
Era só uma pauta branquinha
Sem nenhum arranjo,
Com seus espaços e linhas
Com desdém, larguei-te, crua,
Junto com tantas outras
Dentro dum silencio de um baú.
Com tu guardada sem valor
Tentei criar em tantas outras
Uma bela canção
Que com amor tocasse todo coração.
Frustrado em cada linha
De uma música sem melodia
Lembrei de ti, que no baú,
Se escrevia sozinha.
Quão salto dei de espanto
Defronte tudo que via.
O mais sem graça Pentagrama
Se tornou a mais bela Harmonia.
Com sua clave bem postada
Eu seguia a direção
Com tua armadura bem simploria
Consegui ler, do mundo todo, a melhor canção
Que compasso bem levado
Um alegretto impressionante
Entre fusas e colcheias
Bemóis e dissonates
Quão parvo sou, mediocre compositor.
Passou em minhas mãos e não notei
A musica escrita pelo proprio Criador
Te peço agora, linda Partitura
Que eu possa ser o maestro
De suas pausas e aumentos
Dos seus levados de lamentos.
Te prometo a orquestra dos Universos
Porem, semibreve...
Se nao fores em ti, bela partitura,
Nenhuma outra ganhara os meus singelos versos.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Vinte e Um do Seis de Oitenta e Nove...

Absorvo-me cada vez mais nas minhas incertezas.
Cada ano que vem
Atravessa a minha alma de dor.
Ontem passeei no Jardim
Porem,
Era mais um execravel momento
Vozes...
Que foi aquilo?!
Deixe-me aqui no meu leito
Quero esperar a Cadente e faze-lhe um pedido
Nao me incomode, nao pertube
A qualquer momento ela vem.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Norte - Charles Sophie
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Pesares...

Morre no dia vinte e oito de abril de dois mil e nove, Antonio Alves dos Santos. Provavelmente você nunca ouviu falar de seu nome, mas provavelmente deve ter topado com ele na rua ou negado-lhe umas moedas.
Mais conhecido como Caipira, Antonio era morador de rua, aprisionado pelo álcool. Não era meu parente, nem meu amigo, mas sim, um chegado.
Enquanto, dentro dos templos cheios de gloria, pessoas desvalorizam a Palavra do Reino, alguns, em meio as sombras da noite esperam uma Meditação vinda do Céu. Antonio não tinha nada para oferecer, mas foi com esse indigente peregrino urbano que começou minha pequena trajetória pelas ruas da ilusão. Foi com um mero menosprezado da vida e seus amigos, que aprendi a dar mais valor a cada palavra e oportunidade desta terra.
Alguns ouvem por cotidiano, outros por obrigação, outros nem ao menos ouvem, só fingem. Porem Antonio Alves dos Santos e seus compatriotas, não só ouviam, davam uma atenção exacerbada ao mexer dos lábios. Pode alguém levantar-se e dizer; “mas nunca viveu o que ouviu”, digo a vocês, ele sempre ouviu o que viveu. Desventurado que foi.
Fique aqui então uma nota fúnebre do de Antonio Alves dos Santos, companheiro de uma curta estrada. Louco e alcoólatra, porem, sempre a ouvir boas palavras.
Condolências de Um que lembrou de você.
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