sexta-feira, 31 de julho de 2009

Brinco... - Charles Sophie (Fragmentos)


Brinco hoje de entender;
De saber o que sentes por mim
De pensar nas minhas ideias
O quanto sonhas sem fim.

Brinco hoje de saber;
Saber teus pensamentos
Saber o que queres
E fingir que nao entendi.

Brinco hoje de culpado.
Culpado por nao responder
Aos seus lamentos e gritos
Que sempre brincaram de se esconder.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Intevalo...


Ontem vi um homem reclamar da vida
Velho ignorante, nao, jovem ignorante
Nao viveu o que passei
E ja se cansa da curta caminhada.
Onde esta a força das pernas juvenis.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Partitura...- Charles Sophie


No começo assim em mim
Era só uma pauta branquinha
Sem nenhum arranjo,
Com seus espaços e linhas

Com desdém, larguei-te, crua,
Junto com tantas outras
Dentro dum silencio de um baú.

Com tu guardada sem valor
Tentei criar em tantas outras
Uma bela canção
Que com amor tocasse todo coração.

Frustrado em cada linha
De uma música sem melodia
Lembrei de ti, que no baú,
Se escrevia sozinha.

Quão salto dei de espanto
Defronte tudo que via.
O mais sem graça Pentagrama
Se tornou a mais bela Harmonia.

Com sua clave bem postada
Eu seguia a direção
Com tua armadura bem simploria
Consegui ler, do mundo todo, a melhor canção

Que compasso bem levado
Um alegretto impressionante
Entre fusas e colcheias
Bemóis e dissonates

Quão parvo sou, mediocre compositor.
Passou em minhas mãos e não notei
A musica escrita pelo proprio Criador

Te peço agora, linda Partitura
Que eu possa ser o maestro
De suas pausas e aumentos
Dos seus levados de lamentos.

Te prometo a orquestra dos Universos
Porem, semibreve...
Se nao fores em ti, bela partitura,
Nenhuma outra ganhara os meus singelos versos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vinte e Um do Seis de Oitenta e Nove...


Absorvo-me cada vez mais nas minhas incertezas.
Cada ano que vem
Atravessa a minha alma de dor.
Ontem passeei no Jardim
Porem,
Era mais um execravel momento
Vozes...
Que foi aquilo?!
Deixe-me aqui no meu leito
Quero esperar a Cadente e faze-lhe um pedido
Nao me incomode, nao pertube
A qualquer momento ela vem.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Norte - Charles Sophie


Ha um suspiro dentro de mim
Ha um pouco de dor dentro de mim
Ha um alguem em mim
Ha um silencio dentro de eu.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pesares...


Morre no dia vinte e oito de abril de dois mil e nove, Antonio Alves dos Santos. Provavelmente você nunca ouviu falar de seu nome, mas provavelmente deve ter topado com ele na rua ou negado-lhe umas moedas.
Mais conhecido como Caipira, Antonio era morador de rua, aprisionado pelo álcool. Não era meu parente, nem meu amigo, mas sim, um chegado.
Enquanto, dentro dos templos cheios de gloria, pessoas desvalorizam a Palavra do Reino, alguns, em meio as sombras da noite esperam uma Meditação vinda do Céu. Antonio não tinha nada para oferecer, mas foi com esse indigente peregrino urbano que começou minha pequena trajetória pelas ruas da ilusão. Foi com um mero menosprezado da vida e seus amigos, que aprendi a dar mais valor a cada palavra e oportunidade desta terra.
Alguns ouvem por cotidiano, outros por obrigação, outros nem ao menos ouvem, só fingem. Porem Antonio Alves dos Santos e seus compatriotas, não só ouviam, davam uma atenção exacerbada ao mexer dos lábios. Pode alguém levantar-se e dizer; “mas nunca viveu o que ouviu”, digo a vocês, ele sempre ouviu o que viveu. Desventurado que foi.
Fique aqui então uma nota fúnebre do de Antonio Alves dos Santos, companheiro de uma curta estrada. Louco e alcoólatra, porem, sempre a ouvir boas palavras.
Condolências de Um que lembrou de você.

domingo, 5 de abril de 2009

The Continued a Mesma Merd - Charles Sophie


Indigna-me acordar de manha e assistir aos jornais. Não estou falando das atrocidades ou novelas sem sentido ou fim, estou falando de outra coisa. Creio que você que vê o que escrevo, já passou pela mesma situação.

Nos últimos dias, tenho visto o índice de crueldades aumentar relativamente. Junto com elas, vejo também a quantidade de críticos que caem matando em busca de uma brecha para demonstrar seu ponto de vista. Não críticos concursados de palitó e gravata que se apresentam na mídia, digo dos críticos mais próximos. Ouço todos os dias pessoas criticando o sistema que causa a fome, a guerra, o desemprego etc, porem essas mesmas pessoas se refugiam atrás de suas mascaras pérfidas dizendo que sentem muito quando na verdade não estão afim de mover um dedo sequer. Não estou de maneira nenhuma atacando o livre arbítrio de falar, porem, aquieto-me ao ver tanta ignorância.

A desumanidade humana se tornou tão normal que vivemos como seres. Falar como é horrível o mundo, parece dar um alivio no peito, assim não preciso fazer mais nada, apenas falar meu ponto de vista.

NUNCA vão ter coragem para saírem de suas gaiolas, mas e daí?! O que importa, é que falem.

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...