segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Madrugada...


Como assim, a quina de um precipício, não era aqui que pensava estar. Ao longe, no horizonte, via um brilho, não o sol, um brilho. Pastagens verdes de Palmeiras e abrolhos com alguns coloridos da primavera. Abstrato e embaçado, seria um sonho? Cresce brilho pra cima de min, não, eu cresço para o brilho. As rochas estremecem, desligam de suas raízes brutas e antigas, marcadas pelas eras, só para me levar ao brilho, o brilho que cresce. Viajem perdida a cima das nuvens, do alto vejo todos, porem nem todos me vêem. Como não me vêem se a todos vejo eu? Ainda não escolheram, disse o brilho, ver o que não vêem. É um sonho, sim. Não há brilho, não há ver, não há rochas. Susto. Caio. Caio. Caio. Caio. Caio. É um sonho, o brilho, a rocha, as visões, as pessoas... a queda. Tudo é sonho, abstrato e embaçado. Teto. Preciso varrer o teto, há teias de aranhas por todo lado. Não posso acordar, ainda falta algumas horas pra hora certa, ninguém levanta. Feche então os olhos ora. Fecho. Pra sonhar e dormir? Não! Pra cair, cair, cair, cair, cair...

Ela me largou...


Eu conheci uma garota. Ela me largou.
Me largou por que, segundo ela,
Eu não entendia nada.
Não entendia que quando ela dizia que não queria falar
Era na verdade um pedido pra continuar insistindo.
Não conhecia o seu olhar de carência
Quando ela me dava um belo de um sermão
Por ter feito alguma coisa errada.
Não entendia que quando ela pedia minha opinião
Para alguma roupa, ela queria mesmo era uma critica
E depois uma sugestão horrível para que ela
Procurasse uma roupa não tão ruim e se sentisse bem.
Não entendia que o “saia da minha vista”
Era um “nunca me largue”.
Não entendia que o beijo negado era um pedido
De caricia no rosto ou um beijo na testa.
Não entendia que as birras eram uma maneira
De chamar minha atenção para ter-me mais perto.
Não entendia que o beijo atrás de minha orelha que ela dava
Eram na verdade palavras; “Te Amo”.
Não entendia que ela não queria sempre um elogio
Pela sua boa aparência ou seus feitos, mas na maioria das vezes
Uma critica pesada e verdadeira.
Ela me largou, eu a perdi.
Ela me largou porque não me queria,
Ou será que não entendi?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Pensamento sobre pensar...


O segredo para se ter um péssimo e infantil pensamento é querer pensar.
O mais gostoso e mais profundo pensar sai sem querer, é construído na mente sem interferência de informações ou formulas.
É igual quando se peida sem querer ao abrir as pernas de mais, igual um espirro, igual um ponto no papel que da numa bela poesia.
Quer pensar bem? Não tente pensar. Deixe acontecer, e quando ele vier e começar com suas traquinagens, sente e observe ate aonde vai. Impressionante!
A liberdade real só acontece no pensamento. Não há limites, obrigações ou leis sobre o que se deve fazer. Se existe um momento em que somos livres, é quando nos deleitamos nas palavras soltas do pensamento. Pense o que quiser, invente, minta, conte verdades, exponha-se o maximo que puder.
Só não se acomode com o que vem, esteja sempre construindo no seu mundo.
Se você parar para pensar, verá que o pensamento é algo no que se deve pensar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


Pior do que amar e não ser correspondido
É ter amor de mais e não retribuir o pedido.
É como tomar chuva gripado,
Comer com a boca dormente,
É como roubar sem ser roubado
Ou pedir saúde pra doente.

Se me amas esqueça-me logo.
Pior do que dois solitários
Só um eterno apaixonado.

Caipira Urbano...


O sol nasceu pra todos
Mas só alguns pegam chuva
O sem teto na esquina
E o telhado esburacado.

Prefiro meu franguinho
Que cantou três anos na minha janela
Do que o de dois dias
Que mal sabe falar português.

“Eu não como arroz dormido”
Pois eu prefiro o descansado
Porque já ta bem tratado
E combina com meu franguinho xadrez.

O ponto perfeito profundo...

O ponto perfeito profundo
É feito farofa fincada,
No mato moribundo
Da ponte feia e marvada.

Frase, mentiras...

As pessoas se apegam às mentiras,
Não porque gostam ou porque são burras,
Mas sim porque estão desesperadas
Atrás de verdades.

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...