quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Arvore de Outono...


Minh’alma esta triste, assim como as arvores que
Continuam a chorar após o temporal,
Chora também meu coração neste instante.
Chora de ataque cardíaco, dor profunda e com
Fim.
Fim
Trágico. Morte, no mínimo morte, coma eterno e fora
Do tempo. Sinto um perfume doce no ar, póstumo
Cheiro das flores ao meu redor. Pútrido.
Nas ruas, quando saio, acompanha-me uma pessoa,
Nunca a vi. Sinto sua presença juntinha de min, presença
Cadavérica. Assombra-me com terror, meu caro amigo e companheiro.
Minh’alma triste e cansada lamenta pelos cotovelos.
Roubaram o sol da minha janela. Mitigaram a bonança e
Arrebentaram as correntes da tragédia. Esta livre.
Um pombo cagou na minha sorte!
Chove em meu corpo e pinga em minha alma
Alma que chora com pingos de tristeza e que
Chorara após a tragédia. Triste alma.
Minh’alma esta triste, assim como as arvoresApós o temporal.

Intervalo rapido....

O motivo de muitos não terminarem namoros é
A carência. O ter o que não quer ter,
Não podendo ficar sem ter
O que se tem sem querer.


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São tantas mulheres, parece sem fim.
Saem da minha cabeça e se materializam em meu olhar
São tantas mulheres ao redor de min,Juntando todas elas, teria eu, a Mulher perfeita para se amar.

Todos querem o Bruno...


O seu corpo saradão, bombado e gostosão
É motivo de inveja de todos ao redor.
Não é bom andar sozinho, tem que ter guarda-beleza.
Se não for sair comigo, não vai nem fazer a reza.

O mundo é perigoso, eu só guardo porque amo,
Não sufoco ele não, só não confio nas mulheres.
Elas vêm assim quietinhas, inocentes e belinhas,
Mete a mão no que é nosso e quando vê já to sozinha.

Não sai mais não, só se for bem do meu lado.
Não quero te ver na pizzaria, festa, academia,
Reunião, escola, serviço, trabalho, boteco, cerveja,
Velório, carnaval, natal e muito menos na igreja.

Ciumento é o universo que guarda todo seu mistério
E não revela a mais ninguém.

Eu te amo alem do serio,
Pois se tenho medo de algo esse algo é não te ter.
Compreenda-me um pouco, se não for bem to teu lado,
Asseguro-te amor, é melhor eu não viver!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Amor 3D...


-Queria prever seus passos
-Não, não queria
-Porque não?
-Seria chato, maçante. Qual a graça, a empolgação de se aproveitar a surpresa da vida se ela não é mais surpresa?
-Ora, muita graça. Saber seus desejos e poder supri-los. Saber seus perigos e poder protegê-la. Conhecer suas decisões e poder ajudar.
-Não.
-Não o que?
-Não seria bom!
-Como não!?
-Tu iria me amar?
-Muito mais!
-E porque me amas?
-Por que tu me surpreende!
-Então não iria mais me amar!
-Iria sim. Pois estaria te amando em dobro. Tanto pelo futuro visto, como pelo presente vivido!
-Não!
-Não o que?
-O amor é bom, vivido uma vez, para que depois haja aquele arrependimento de não ter amado tanto o quanto devia. Duas vezes fica chato.
-Claro que não! Chato é não ter a oportunidade de dar muito amor. Nunca vi reclamarem de amor em excesso, só da falta dele.
-E a oportunidade?
-Que oportunidade?
-A oportunidade de aproveitar o único momento, único lugar, o único beijo, as únicas juras. A oportunidade é o bem mais precioso do amor. Com ela quase vemos o futuro.
-Concordo. Porem gostaria de sempre ter duas oportunidades de te amar, de aproveitar suas falas e seus beijos.
-E não tem?
-Não!
-Como não!? Esta louco...
-Com você não há duas oportunidades. Um momento é um momento. Um beijo é um beijo e nunca mais vai voltar. Com você não existem duas coisas. Sempre me surpreende. Mesmo vendo o futuro, o presente seria diferente, e mesmo vendo o presente o futuro seria distinto. O seu amor é um, um a cada dois momentos.
-Não.
-Não o que desta vez?
-Não me deixe sem te ter. Agora entendi.
-Serio?!
-Sim! Hoje é o nosso futuro de ontem, nosso passado de amanha e nosso presente de agora. Desta maneira posso ver, viver e prever, não só o futuro, mas o passado também.
-O passado?
-Sim. Olhe...
-...Porque me beijou?
-Para te mostrar o passado!
-Não entendi.
-Vi o passado. No passado te dei um beijo e te amei. No futuro de darei outro e te amarei. E no agora...
-No agora, no eterno agora, viveremos três oportunidades!
- Entende agora?
- Não!
- Como não?!!- Preciso de outro beijo Atemporal!

Deus, a simples comprexidade...


Aprendamos então há ver Deus nas coisas simples da vida, mas não achá-lO simples ao ponto de considerá-lO como tantas outras coisas passageiras e limitadas que observamos nos nossos dias. Ele é simples sim, porem na sua maneira de se mostrar a todos nós, em sua maneira de cativar cada pensamento nosso, que nos faz dar um prazer e um sentido maior a vida. Essa simplicidade divina nos dar força todos os dias, ensinando-nos a perseverar e a ver que por mais complicado que seja, há um Deus que simplifica. Veja Deus em uma flor a desabrochar, seu esplendor, sua simples complexidade que se mostra com uma beleza maravilhosa, mas não ache que Deus é a bela flor. Infelizmente a linda flor muxa, seca, é limitada e mostra uma vida e uma auto suficiência passageira. Deus não. Deus é belo, alcançável e singelo como uma flor, porem não é tão pouco como um desabrochar de primavera, Ele ultrapassa esses limites. Ver Deus nas coisas simples, não é necessariamente, dizer que Ele é simples, mas que Ele quer se mostrar há min e a você de uma maneira compreensível, aberta e possível, mesmo sendo Ele tão complexo. Ter a capacidade de apreciar as coisas simples é um dom dado a poucos. Deve ser por isso que o Todo Poderoso se revela a cada detalhe cotidiano, ate os mais minuciosos. De um nascer do sol, ou de um vento a soprar, uma bela paisagem e ate de uma formiga a carregar sua folha. Tudo Deus fez para pararmos e apreciá-lo pelos seus feitos. Há também os que vêem Deus na complexidade da existência. Esses não são tão diferentes dos primeiros apresentados. Admirar a complexidade do DNA ou se debruçar a idéia de milhões de espécies diferentes de seres vivos ou ate observar a causa e efeito que move todo o universo, tanto individualmente em nossos corpos como no imensurável desconhecido, também é um prazer de poucos. Conseguir ver Deus em bactérias, ninchos, plasmas, átomos, músculos e ate ondas cerebrais faz-nos notar sua infinita capacidade de ser complexo, mais do que qualquer ser já estudado. Isso também é ver Deus. Conhecer a complexidade da vida é conhecer a complexidade do Criador da vida. Um Perfeccionista Pintor ou escultor que fez cada detalhe da fotossíntese ou do sistema óptico com uma precisão e um cuidado individual exacerbado.
Talvez ai esteja Deus, nesta simples complexidade. Nestas coisas tão distintas é possível ver Seu amor inexplicável por nós. Mais que religião ou doutrinas Ele se mostra a cada um na medida da capacidade individual de todos. Juntar o pouco que se vê na simplicidade e o pouco que se vê na complexidade, com certeza nos daria o muito de Deus. Infelizmente, ou felizmente, ver Deus em todas essas coisas não nos diz que todas essas coisas são Ele. Creio que se fosse Deus, estaríamos felizes realmente, não alguns, mas todos. Acho então que todas as coisas em que podemos ver Ele é apenas uma maneira Dele de falar e de se mostrar as suas criações e que não quer ser tido como tão simples ao ponto de ser só bom, belo e medíocre mas que também não quer ser visto como complexo, enorme e inalcançável. Esses dois extremos nos revelam uma coisa; Existe sim um Deus, quem não O vê, não consegue notar as coisas simples da vida e logo, esta muito mais longe das complexas.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ate o infinito...

Até o infinito depois e mais um pouco. Não vou me tornar escravo pelas próprias mãos, enquanto puder serei o que me faz bem amarei as artes, estrelas, bichos e o mar. Não sou retrato da moral e dos bons costumes, nem muito menos imagem semelhança da nata social brasiliense que, geralmente, tem como meta em suas vidas uma “ascensão” envolta ao capitalismo, pois querem servir de exemplo a qualquer custo, mostrar que conseguiram subir ao topo, mas topo de que me pergunto?(pessoas ilusionistas). De onde vem tantos ideais egoístas? Isto me lembra um ditado: “ações pequenas para pessoas pequenas”. Pequenas sim, porque almejam uma grandeza que os tornam minúsculas, esquecidas e submissas.Eu agradeço muito por ter amigos exemplares, aqueles que, de noite, invadiam prédios inacabados em busca de uma visão estelar que fosse capaz de tocar na alma, nos lançando para longe da sociedade “pequena”. Agradeço por ter rolado nos gramados sujos junto a eles enquanto nós lembrávamos que éramos os verdadeiros animais, e que na vida poucos teriam essa oportunidade de se alegrar, pois estavam preocupados de mais com o seu futuro promissor. As fogueiras invisíveis que nos aqueciam, as canções inacabadas com que enaltecíamos e os gritos que acordavam a cidadela e que atrapalhavam os estudiosos da madrugada. Tudo isto esta gravado aqui e eu sou assim, em maior parte, graças a eles. Nós somos GRANDES pessoas, capazes de dar um passo de cada vez sem esmagar os insetos que existem pelo caminho. Até o infinito...





B. Nascimento

Dedicatoria...


Dedico minha poética aos vermes,
Os mesmos de Augustos e de Brás,
Grandes valorizadores da razão e verdade.
Dedico ao amor dos apaixonados, enamorados
Dos alucinados retardados que caem de peito
Na cicatriz aberta dos amantes.
Dedico a guerra, ao sangue azul
Das botina engravatadas e disfarçadas
De cadeiras frescas com o ar condicionado
Aos filósofos falsos e suas falácias
Dedico a Hemorróidas, a Solitária, as tênias e tudo mais
Ao velho e jovem da rodoviária, que ontem
Comeram seus bocados de vomito de milho e pastel.
Dedico minha poética aos porcos, insanos.
Dedico ao soldado cruel de guerra, ao pai pederasta,
Ao diabo enxofrado de óleo de mirra.
Dedico meu poema ao ódio, o mesmo latente
No peito meu, no Seu.
Ao corpo esquartejado, as borboletas coloridas,
Aos passarinhos e ao sol vermelho, vermelho de poluição,
De sangue.
Dedico a lua dos amantes, dos estrupadores.
Dedico minha poética lúdica e com cheiro de esterco,
O mesmo de Augusto e de Brás,
A você! Somente a você dedico todaA verdade.

Ponto de vista

“...não, o que eu falei foi que eu aprendi a observar o tempo e o espaço - dizia entre mastigadas de um jantar noturno, enquanto eu fazia o ...